Organizou-se sob a ótica da saúde como qualidade vida e com o pressuposto de que a dependência química é um transtorno multifatorial.
Possui três etapas:
Recepção:
Avaliação da demanda proveniente da rede ambulatorial e psicossocial do Estado e do Município (a Clínica não atende demanda espontânea).
Compõem-se de exames médicos e de aferição do grau e
tipo de motivação.
Primeira fase:
Está voltada para a composição da hipótese diagnóstica da doença atual, a elaboração dos indicadores sociais e redes de apoio, reforço
motivacional, e a elaboração de plano terapêutico.
Segunda fase:
Aplicação dos planos de ação terapêutica inclui psicoterapia individual e em grupo, aconselhamento em dependência química, atendimento
médico geral e psiquiátrico, terapia ocupacional, terapia familiar, educação física, atendimento com assistente social, inserção em oficinas terapêuticas, como as de música e canto, horta, educação artística e informática, com a intenção, além de aumentar a adesão e prevenir as desistências, proporcionar motivação para a
reabilitação social.
ALGUMAS INOVAÇÕES
A arquitetura organizacional da clínica é uma das inovações evidenciadas, incorporando em sua estrutura aspectos importantes de modalidades distintas de atenção ao dependente químico, como, por exemplo:O agente de saúde nascido das experiências das comunidades terapêuticas; As oficinas terapêuticas dos
CAPS;A equipe multiprofissional dos hospitais psiquiátricos.
A filosofia que serve comoespinha dorsal da organização procura estar de acordo com os fundamentos que encontramos no SUS e na reforma psiquiátrica, traduzidos pela idéia de saúde como qualidade de vida e a prevenção da chamada institucionalização do sujeito. |