A Bíblia afirma que os anjos
são criaturas de Deus, sem descrever o modo como foram criados ou justificar
sua existência.
Os escritores sagrados tratam
o assunto com naturalidade e, aos poucos, nos dão a conhecer o objetivo da
criação dos anjos, suas funções, suas atividades, sua hierarquia e até citam os
nomes de alguns deles.
Gênesis 18:20-22
e 19:1, 10, 11 e 13.
Anjo quer dizer enviado,
mensageiro.
Algumas vezes na Bíblia, a
palavra “anjo” refere-se a um homem como “mensageiro” de Deus. Lucas 7:27.
Os anjos ocupam lugar de
destaque, como principais agentes do projeto de Deus, desde o seu início, no
livro de Gênesis, até à sua conclusão, no livro de Apocalipse.
“Porque
nele foram criadas todas as coisas que há
nos céus e na terra, visíveis
e invisíveis, sejam tronos,
sejam dominações, sejam principados, sejam potestades:
tudo foi criado por Ele e para Ele”. Colossenses 1:15-16.
Os anjos são inteligências
espirituais sem corpo; não são semelhantes a Deus, nem ao homem. Podem tomar
formas diversas, apresentando-se em sonhos ou visões como homens, animais, ou
elementos da natureza.
Comparar Números 22:27-35; Salmos 104:4;
Atos 16:9; Atos 27:23-24 e Hebreus 1:7.
Através de uma leitura
atenciosa pode-se supor que os anjos foram criados antes do sistema solar, e em
muito maior número do que os habitantes da terra. Estão presentes e agem em
todos os lugares.
I Reis 22:19; Jó 1:6; 2:1; 38:4-7 e João 1:1.
O homem foi feito “por um
pouco de tempo menor do que os anjos”; depois da ressurreição, alcançará um
estágio superior, porque terá corpo espiritual, semelhante a Jesus Ressurreto, e o anjo continuará a ser um espírito sem
corpo.
Comparar Salmos 8:4-5 com
Hebreus 2:6-7.
Ler Lucas 24:39 e I Coríntios 6:3.
A maior manifestação de Deus
aos homens foi a humanização do seu filho Jesus. Ele é superior aos anjos.
Hebreus 2:9e16; I Pedro 1:12.
No trato com os anjos é
preciso haver equilíbrio: nem valorização excessiva, nem desprezo, pois eles
existem e obedecem as ordens de Deus.
Efésios 1:21; Colossenses 1:16 e Hebreus 1:1-2.
A supervalorização dos anjos,
a ponto de adorá-los como deuses, é negar o valor do sacrifício de Jesus na
cruz.
O oposto disso é considerá-los
inexistentes, deixando de receber suas
ações a favor do homem.
Os anjos são servos do Senhor
e conservos do homem. Podemos pedir e requerer de
Deus a ajuda deles, mas não podemos invocá-los, fazer-lhes pedidos, dar-lhes
ordens ou prestar-lhes culto. Colossenses 2:18.
Os anjos não podem interferir
na vontade do homem.
Eles o protegem contra as
investidas dos demônios na área inconsciente. A decisão do homem determinará a
presença ou o afastamento do anjo.
Caso o homem escolha agir
independente de Deus, o anjo se afasta e os demônios ficam com liberdade, para
agir, induzindo-o a usar sua capacidade de escolha, sua vontade e desejo, em
oposição a Deus.
A tática de Satanás é afastar
a proteção do anjo bom, levando o homem a pensar que Deus não cumpre suas
promessas e que Ele não existe.
Os
demônios podem confundir os servos de Deus, imitando os anjos eleitos,
manifestando-se de diversas maneiras: em visões, sonhos e disfarces, até como
um anjo de luz. II Coríntios 11:14 e Gálatas 1:8.
A Bíblia
relata sobre muitas pessoas que conversaram
com anjos, mostra a espontaneidade dos
diálogos entre eles. Nesses encontros, a iniciativa da aparição sempre
partiu do anjo. A Bíblia não encoraja
ninguém a convocar a presença de um anjo.
Exemplos:
• Abraão. Gênesis 18:1;2e22.
• Ló. Gênesis 19:1-17.
• Moisés. Êxodo 3:2 e Atos 7:35.
• Daniel. Daniel 6:22; 8:15-18;
10:5-14 e capítulo 12;
• Zacarias,
o profeta. Zacarias 2:1-4.
• Zacarias, sacerdote,
pai de João Batista.
Lucas 1:11-20.
• Maria, anúncio do
nascimento de Jesus.
Lucas 1:26-37.
• Jesus, após o jejum de
40 dias. Mateus 4:11.
• Aos enfermos no tanque
de Betesda. João
5:4.
• João,
o apóstolo, nas visões do Apocalipse.
Apocalipse 19:10 e 22:8-9.