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Lição 08

 

BATALHA ESPIRITUAL

(Continuação)

 

AS ARMAS E O PODER DA IGREJA

 

A Igreja e cada participante dela, precisa estar
          firmado na Vitória e no poder de Cristo.

As nossas armas são espirituais e “poderosas em Deus”.

II Coríntios 10:3-5.

A luta espiritual, não pode ser enfrentada com forças  humanas pois, baseado em suas próprias forças, o homem será derrotado.

“Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue,

mas sim contra os principados, contra as potestades,

contra os príncipes das trevas deste século, contra

 as hostes espirituais da maldade, nos

lugares celestiais”. Efésios 6:12.

 

Ao reconhecer sua impossibilidade e fraqueza, a pessoa passa a  depender do poder de Deus, e confia na vitória de Cristo na Cruz; sem medo do inimigo.

“... o Espírito ajuda as nossas fraquezas...”.

 Romanos 8:26a. Ler II Coríntios 12:9-10.

 

O livro de Atos conta a derrota dos filhos de Ceva, que tentaram expulsar demônios por imitação, pensando que, com a repetição de uma fómula predeterminada, poderiam ter o resultado como a do apóstolo Paulo.  Somente com palavras, a situação poderia ser resolvida.

Ler Atos 19:13-16.

Antes do estudo sobre a armadura do cristão, é importante fazer a leitura do texto de Efésios 6:10-18.

 

As Armas:

 

A principal arma neste combate é uma atitude interior de confiança em Deus, firmeza na fé, certeza do cumprimento da Palavra e do revestimento de poder.

     O Cinturão da Verdade: refere-se à sustentação de toda armadura, e oferece total segurança, pela convicção da soberania de Deus e da verdade e autenticidade das Escrituras. V. 14a.

     A Couraça da Justiça: protege o peito e dá equilíbrio às emoções. V. 14b.

     O Calçado do evangelho da Paz:  protege os pés na caminhada, dando-lhe paz interior, fazendo de você, um condutor da paz e do amor de Deus por onde quer que você andar. V. 15.

     O Escudo da Fé: protege todo o corpo contra as setas malignas. V. 16.

     O Capacete da Salvação: significa que a mente está protegida. Na batalha espiritual o inimigo sugere pensamentos contra Deus, para confiarmos em nossa própria força.

Se houver dúvidas, a pessoa pode ser sugestionada com a impressão de que não tem condição de lutar, ou de que não merece a bênção de Deus. V. 17a.

     A espada do Espírito: esta é uma arma ofensiva, para ataque; enquanto as outras são de defesa.  V.17b.

Somente com a Palavra de Deus, é que podemos atacar o inimigo. Todas as repostas de Cristo contra Satanás foram baseadas na Palavra. Ler Mateus 4:1-11.        A Oração:

A oração é uma das armas mais poderosas do cristão. Devemos aprender a orar de forma correta, isto é, primeiro por nós mesmos depois com louvores a Deus e declarações sobre suas promessas.

A recomendação Bíblica é para sermos vigilantes  em todo tempo porque, perturbações no sono; angústias; mágoas; raiva; depressão, dúvidas e outros problemas, muitas vezes são provocados por demônios para nos enfraquecer física e espiritualmente. V. 18.

Muitas vezes uma pessoa pode receber a cura de uma doença, com a expulsão de demônios.

Mateus 6:25-34; I Timóteo 1:19; I Timóteo 3:9;

I Timóteo 6:9. Consultar a revista sobre Oração.

 

AS INTENÇÕES DO INIMIGO E A

ABERTURA DE BRECHAS

 

Consideramos brechas tudo aquilo que entristece o Espírito Santo e afasta a presença de Deus: falta de perdão, mágoas retidas, desejos e pensamentos impuros, idolatria, inveja, sentimentos de culpa, orgulho, enfim, tudo o que for considerado obra da carne.                                                

“Porque as obras da carne são manifestas: prostituição,

impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades,

 porfias, iras dissensões, heresias, invejas,

homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas

semelhantes a estas... Os que cometem tais coisas

 não herdarão o reino de Deus”. Gálatas 5:19-21.

 

Todo pensamento, palavra ou atitude, contra a Palavra de Deus, é abertura para a ação de demônios.

O Diabo procura sempre começar seu ataque por algum ponto fraco da pessoa.

 

Que atitude devemos tomar quando recebemos uma exortação ou uma acusação verdadeira?

Não se defenda com justificativas. O melhor  é assumir a culpa, arrepender-se, confessar o erro, e receber o perdão pelo Sangue de Cristo, e ter convicção de que o inimigo, não prevalecerá.

“Se andarmos na luz, como ele na luz está,

temos comunhão uns com os outros,

 e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho,

nos purifica de todo o pecado”. I João 1:7.

 

Quanto mais depressa reconhecemos nossas falhas, tanto mais rápido seremos livres delas.

É só seguirmos os passos: reconhecimento da culpa, arrependimento e, por último, receber o perdão de Deus.  Só assim somos justificados.

Quando apresentamos motivos para não sermos acusados, é porque ainda pensamos que somos justos por causa das nossas obras. No entanto, a Bíblia diz que:

“... nossas justiças são como

trapo de imundícia...”. Isaías 64:6.

 

É preciso compreender a justiça de Deus e declarar que  Jesus é a nossa justiça, nosso defensor e o nosso advogado.

Jeremias 23:6, Mateus 5:25-26 e I João 2:1.

 

A intenção de Satanás é tomar o lugar de Deus e destruir tudo o que Deus faz. Para atingir seu objetivo, tenta colocar o cristão fora de combate, atacando-o através de desgastes físicos, preocupações, pressa, desânimo, negligência, e até desprezo por assuntos espirituais.

Quando Deus comissionou a Igreja como sua legítima representante na terra, capacitou-a concedendo-lhe os equipamentos para a vitória.

Sugerimos a leitura do livro Oremos de W. Nee. cap. 7

pág. 97, onde este assunto é abordado com detalhes.

 

Uma outra tática do opositor é alimentar as dúvidas que temos em relação à Justiça e a Palavra de Deus, conduzindo-nos , a pensar que Deus nos trata com muita severidade e dureza, e que somos vítimas e não filhos.

É muito importante tratarmos esse assunto, pois a justiça divina não pode ser compreendida pela mente humana. Este é um assunto espiritual.

O homem natural, por não compreender assuntos espirituais, pensa que os homens de boa vontade é que podem solucionar as injustiças sociais.

 

“E quando ele vier (o Espírito Santo), convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo”. João 16:8. Ler João 16:7-11.

 

Se duvidarmos da Justiça, não compreenderemos o Juízo que já começa a ser derramado na terra.

O Juízo é a Justiça em ação, é a execução da sentença proferida pelo Juiz após um julgamento justo.

Este entendimento vem por revelação do Espírito.

 

A vigilância em relação a “brechas”, deve ser exercitada de tal modo, até tornar-se uma atitude espontânea e normal em nossa vida.

 

A percepção sobre uma luta espiritual, será apurada com vigilancia, observação, atitudes de fé e ousadia.

O homem espiritual é aquele que busca ser semelhante a Cristo para aperfeiçoar-se pela transformação do entendimento, da comunhão com Deus e do conhecimento da Sua palavra. Romanos 12:1-2.

 

O combate existe, as lutas virão, mas nosso olhar deve estar fixo em Jesus, o “Autor e Consumador da fé”.

A fim de alcançarmos a vitória, as brechas devem ser “fechadas” e a fé fortalecida na certeza da verdade e da eficácia da Palavra do Senhor.

 

No combate espiritual, devemos estar atentos a duas coisas:

  Primeiro: Reconhecer o ataque para deter, o quanto antes, as investidas do inimigo que vem através do enfraquecimento físico, desânimo, pesadelos, dificuldade de buscar o Senhor... Isto deve ser combatidos com declarações sobre as promessas de libertação para os filhos de Deus.

  Segundo: Alimentar a fé para que o medo não prevaleça. Podemos incorrer no erro de temer os ataques, aumentando as chances de vitória do inimigo.  O medo impede a liberação da proteção de Deus.

Salmos 82:2; Isaías 8:13; 51:1-13 e Lucas 12:4-5.

 

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