BATALHA ESPIRITUAL
(Continuação)
AS ARMAS E O PODER DA IGREJA
A Igreja e cada participante
dela, precisa estar
firmado na Vitória e no poder de
Cristo.
As nossas armas são
espirituais e “poderosas em Deus”.
II Coríntios 10:3-5.
A luta espiritual, não pode
ser enfrentada com forças humanas pois, baseado em suas próprias forças, o homem será
derrotado.
“Porque
não temos que lutar contra a carne e o sangue,
mas sim contra os principados, contra as potestades,
contra os príncipes das trevas deste século, contra
as hostes espirituais
da maldade, nos
lugares celestiais”. Efésios 6:12.
Ao reconhecer sua
impossibilidade e fraqueza, a pessoa passa a depender do poder de Deus, e confia na
vitória de Cristo na Cruz; sem medo do inimigo.
“... o Espírito ajuda as
nossas fraquezas...”.
Romanos 8:26a. Ler II Coríntios 12:9-10.
O livro de Atos conta a
derrota dos filhos de Ceva, que tentaram expulsar demônios por imitação,
pensando que, com a repetição de uma fómula predeterminada, poderiam ter o resultado como a do apóstolo Paulo. Somente com palavras, a situação poderia ser
resolvida.
Ler Atos 19:13-16.
Antes do estudo sobre a
armadura do cristão, é importante fazer a leitura do texto de Efésios 6:10-18.
As
Armas:
A principal arma neste combate
é uma atitude interior de confiança em Deus, firmeza na fé, certeza do
cumprimento da Palavra e do revestimento de poder.
• O Cinturão da Verdade: refere-se à sustentação de toda armadura, e
oferece total segurança, pela convicção da soberania de Deus e da verdade e
autenticidade das Escrituras. V. 14a.
• A Couraça da Justiça: protege o peito e dá equilíbrio às emoções. V. 14b.
• O Calçado do evangelho da Paz: protege os pés na caminhada, dando-lhe
paz interior, fazendo de você, um condutor da paz e do amor de Deus por onde
quer que você andar. V. 15.
• O Escudo da Fé: protege todo o corpo contra as setas malignas. V. 16.
• O Capacete da Salvação: significa que a mente está protegida. Na
batalha espiritual o inimigo sugere pensamentos contra Deus, para confiarmos em
nossa própria força.
Se houver dúvidas, a pessoa pode ser sugestionada com a impressão
de que não tem condição de lutar, ou de que não merece a bênção de Deus. V. 17a.
• A espada
do Espírito: esta é uma arma ofensiva, para ataque; enquanto as outras são de
defesa. V.17b.
Somente com a Palavra de Deus, é que podemos atacar o inimigo.
Todas as repostas de Cristo contra Satanás foram baseadas na Palavra. Ler Mateus 4:1-11. • A Oração:
A oração é uma das armas mais poderosas do cristão. Devemos
aprender a orar de forma correta, isto é, primeiro por nós mesmos depois com
louvores a Deus e declarações sobre suas promessas.
A recomendação Bíblica é para
sermos vigilantes em
todo tempo porque, perturbações no sono; angústias; mágoas; raiva; depressão,
dúvidas e outros problemas, muitas vezes são provocados por demônios para nos
enfraquecer física e espiritualmente. V.
18.
Muitas vezes uma pessoa pode
receber a cura de uma doença, com a expulsão de demônios.
Mateus 6:25-34; I Timóteo 1:19; I Timóteo 3:9;
I Timóteo 6:9. Consultar a revista sobre Oração.
AS INTENÇÕES DO INIMIGO E A
ABERTURA DE BRECHAS
Consideramos brechas tudo
aquilo que entristece o Espírito Santo e afasta a presença de Deus: falta de
perdão, mágoas retidas, desejos e pensamentos impuros, idolatria, inveja,
sentimentos de culpa, orgulho, enfim, tudo o que for considerado obra da carne.
“Porque
as obras da carne são manifestas: prostituição,
impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades,
porfias, iras
dissensões, heresias, invejas,
homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas
semelhantes a estas... Os que cometem tais coisas
não herdarão o reino
de Deus”. Gálatas 5:19-21.
Todo pensamento, palavra ou
atitude, contra a Palavra de Deus, é abertura para a ação de demônios.
O Diabo procura sempre começar
seu ataque por algum ponto fraco da pessoa.
Que atitude devemos tomar
quando recebemos uma exortação ou uma acusação verdadeira?
Não se defenda com
justificativas. O melhor é assumir a culpa, arrepender-se, confessar o erro, e receber o
perdão pelo Sangue de Cristo, e ter convicção de que o inimigo, não
prevalecerá.
“Se
andarmos na luz, como ele na luz está,
temos comunhão uns com os outros,
e o sangue de Jesus
Cristo, seu Filho,
nos purifica de todo o pecado”. I João 1:7.
Quanto mais depressa
reconhecemos nossas falhas, tanto mais rápido seremos livres delas.
É só seguirmos os passos:
reconhecimento da culpa, arrependimento e, por último, receber o perdão de
Deus. Só assim somos justificados.
Quando apresentamos motivos
para não sermos acusados, é porque ainda pensamos que somos justos por causa
das nossas obras. No entanto, a Bíblia diz que:
“... nossas justiças são como
trapo de imundícia...”. Isaías 64:6.
É preciso compreender a
justiça de Deus e declarar que Jesus é a nossa justiça, nosso
defensor e o nosso advogado.
Jeremias 23:6, Mateus 5:25-26 e I João 2:1.
A intenção de Satanás é tomar
o lugar de Deus e destruir tudo o que Deus faz. Para atingir seu objetivo,
tenta colocar o cristão fora de combate, atacando-o através de desgastes
físicos, preocupações, pressa, desânimo, negligência, e até desprezo por
assuntos espirituais.
Quando Deus comissionou a
Igreja como sua legítima representante na terra, capacitou-a concedendo-lhe os
equipamentos para a vitória.
Sugerimos a leitura do livro
Oremos de W. Nee. cap. 7
pág. 97, onde este assunto é abordado com detalhes.
Uma outra tática do opositor é
alimentar as dúvidas que temos em relação à Justiça e a Palavra de Deus,
conduzindo-nos , a pensar que Deus nos trata com muita
severidade e dureza, e que somos vítimas e não filhos.
É muito importante tratarmos
esse assunto, pois a justiça divina não pode ser compreendida pela mente humana.
Este é um assunto espiritual.
O homem natural, por não
compreender assuntos espirituais, pensa que os homens de boa vontade é que
podem solucionar as injustiças sociais.
“E quando ele vier (o Espírito
Santo), convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo”. João 16:8. Ler
João 16:7-11.
Se duvidarmos da Justiça, não
compreenderemos o Juízo que já começa a ser derramado na terra.
O Juízo é a Justiça em ação, é
a execução da sentença proferida pelo Juiz após um julgamento justo.
Este entendimento vem por
revelação do Espírito.
A vigilância em relação a
“brechas”, deve ser exercitada de tal modo, até
tornar-se uma atitude espontânea e normal em nossa vida.
A percepção sobre uma luta
espiritual, será apurada com vigilancia, observação,
atitudes de fé e ousadia.
O homem espiritual é aquele
que busca ser semelhante a Cristo para aperfeiçoar-se pela transformação do
entendimento, da comunhão com Deus e do conhecimento da Sua palavra. Romanos 12:1-2.
O combate existe, as lutas
virão, mas nosso olhar deve estar fixo em Jesus, o “Autor e Consumador da fé”.
A fim de alcançarmos a vitória, as brechas devem ser “fechadas” e a fé
fortalecida na certeza da verdade e da eficácia da Palavra do Senhor.
No combate espiritual, devemos
estar atentos a duas coisas:
• Primeiro: Reconhecer o
ataque para deter, o quanto antes, as investidas do inimigo que vem através do
enfraquecimento físico, desânimo, pesadelos, dificuldade de buscar o Senhor...
Isto deve ser combatidos com declarações sobre as promessas
de libertação para os filhos de Deus.
• Segundo: Alimentar a fé
para que o medo não prevaleça. Podemos incorrer no erro de temer os ataques,
aumentando as chances de vitória do inimigo. O medo impede a liberação da proteção de Deus.
Salmos 82:2; Isaías 8:13; 51:1-13 e Lucas 12:4-5.