Lição 03
INTERPRETAÇÃO
“... nenhuma profecia da Escritura é de
particular interpretação.
Porque a profecia
nunca foi produzida por
vontade
de homem algum, mas os homens santos de Deus
falaram inspirados pelo Espírito Santo”.
II Pedro 1:20-21.
Cada
pessoa ao ler a Bíblia, precisa ter em mente que:
• A
base da interpretação é a própria Bíblia.
• Os
homens necessitam aprender com Deus, porque, além da leitura, é necessária a
revelação do Espírito Santo, para que se possa perceber o que está além da
letra.
“... porque a letra
mata, e o
Espírito vivifica”. II Coríntios 3:6b.
O
livro de Atos narra a história do Etíope que estava
lendo a Palavra, mas não a compreendia.
Deus
enviou Felipe para ajudá-lo na interpretação.
O
eunuco era culto, Felipe era cheio do Espírito de sabedoria.
O
resultado foi a conversão e o batismo do Etíope.
A
importância desse fato foi a expansão do Evangelho
para outras nações. Atos 8:26-35.
A
carta de Pedro diz que não pode haver interpretação particular da Palavra de
Deus.
Pedro
também fala que há pessoas que torcem o sentido das Escrituras, para sua própria
perdição. II
Pedro 3:16.
Com
a distorção da Palavra, surgem heresias, seitas, pretensas religiões, falsos
profetas, com suas “bíblias” próprias.
Condições
para interpretação da Bíblia:
·
Espiritualidade. I Coríntios 2:14 e 3:2.
·
Conversão
real a Cristo.
·
Vida em
harmonia com o Espírito Santo.
·
Humildade
e ausência de preconceitos: O Espírito Santo não pode ensinar a um coração
soberbo.
·
Nenhuma
opinião própria a respeito de qualquer assunto, tem valor para a verdadeira
interpretação. Provérbios
1:1-2 e Tiago 3:1.
·
Dedicação
e Oração. Atos 17:11; Isaías 34:16 e Salmos 119:18e73.
·
Amar,
estudar e meditar na Palavra de Deus, com o propósito de conhecer a Deus e Seu
Plano.
·
E o
mesmo Deus que revelou aos profetas no passado, dará hoje entendimento, através
do seu Espírito Santo, a todo o que o busca sinceramente.
REGRAS
PARA A INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA
Hermenêutica
é a ciência que postula os princípios e estabelece as regras de interpretação:
·
Gramatical:
Verificar as particularidades da língua usada; o verdadeiro sentido da
expressão e das palavras; o estilo do autor; a época em que foi escrito o livro
e também distinguir entre a linguagem literal e a simbólica (metáforas,
alegorias, parábolas).
·
Histórica
e Geográfica: São os auxílios externos. A comprovação das verdades bíblicas
através da história ou das descobertas arqueológicas.
Muitos textos
bíblicos serão melhores compreendidos com o conhecimento do momento histórico;
dos acidentes geográficos da região e do tempo em que os documentos foram
escritos. São também importantes, o conhecimento dos
costumes, cultura, clima, vegetação...
Exemplos:
• Rio Nilo. Gênesis 15:18;
Êxodo 2:3 e 7:20; Isaías 7:18.
• Rio Jordão. Josué 3:14-17;
Mateus 3:13.
• Mar Morto. Gênesis 14:3; Josué 18:19; Deuteronômio 3:17.
• Mar Vermelho. Salmos 106:9 e 136:13-15.
• As
correntes do Sul. Salmos
126:4.
·
Segundo
o contexto: Imediato e remoto.
As passagens
precisam ser analisadas como fazendo parte do conjunto em que estão inseridas e
do contexto geral, não podem ser interpretadas, separadamente, com o perigo de
distorção.
Assim, comparando e
analisando o texto que se lê no momento, com os versículos anteriores ou
seguintes na mesma passagem (contexto imediato); como também, ligar os fatos a
outros mais distantes (contexto remoto).
Muitas vezes, para
entender o texto, precisamos ter uma visão total do livro estudado; não
perdendo nunca a visão do Plano de Deus para o homem.
·
Comparar
Escritura com Escritura: Jesus identificava os acontecimentos da sua própria
vida, com o que os profetas disseram.
Examinar os vários
textos e escritos anteriores sobre um mesmo assunto. Assim, as dúvidas são
esclarecidas e a interpretação será correta.
·
Considerar
os tempos: Lei, Graça e Tempo dos Gentios.
Há passagens que se
referem a uma determinada época, outras destinam-se a
todos os homens em todos os tempos.
Muitas vezes, na
Bíblia, um fato histórico ou uma personagem são tipos representativos de alguma
coisa ou de uma pessoa no futuro.
• José
e Moisés são tipos de Cristo.
• As
funções do sumo-sacerdote, do profeta e do rei, são
representativas da obra realizada por Cristo na Cruz, como também das funções e
dos ministérios delegados à Igreja por Cristo.
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