Lição 04
A NATUREZA DO
HOMEM
I - CORPO - ALMA -
ESPÍRITO.
Hebreus 4:12 e I Tessalonicenses 5:23.
O homem é dotado de uma natureza tríplice: corpo,
alma e espírito, pois foi criado à imagem e semelhança de Deus.
Depois da queda, com a retirada do sopro de Deus e
a sua expulsão do Éden, o homem ficou só, sem a presença de Deus, sem o
Espírito do Criador.
O homem é capaz de conhecer a si mesmo e o mundo
que o rodeia com os sentidos do corpo e as faculdades inerentes à sua alma.
Através do CORPO, o homem tem contato com o mundo
físico usando os sentidos:
Visão; audição; olfato; paladar e tato. Mateus 6:22-23;
Mateus 10:28.
Através da ALMA com suas qualidades naturais:
·
O homem conhece a si mesmo;
julga seus atos - Consciência;
·
Relaciona-se com o outro -
Emoções;
·
Pensa, raciocina, conhece, pesquisa, descobre - Intelecto;
·
Pratica atos, toma
atitudes, executa seus planos - Vontade;
·
Dirige sua vida, decide
sobre seu próprio destino - Livre Arbítrio. Mateus 16:26; Apocalipse
6:9 e 20:4.
“Quem dentre vós é sábio e entendido?
Mostre pelo
seu bom trato
as suas obras em mansidão de
sabedoria.
Mas, se
tendes amarga inveja,
e sentimento faccioso em
vosso coração,
não vos glorieis, nem mintais
contra a verdade.
Essa não é a
sabedoria que vem do alto,
mas é terrena, animal e
diabólica.
Porque onde
há inveja e espírito faccioso aí
há perturbação e toda a obra
perversa”. Tiago 3:13-16.
SOBRE O ESPÍRITO: João 4:23-24 e
Tiago 2:26.
A falha da alma humana é o resultado da ausência do
Espírito de Deus. Este vazio que o homem tenta satisfazer com suas buscas
incessantes de realização, só poderá ser preenchido com a presença de Deus. Os
problemas existenciais são característicos de uma alma enferma, insatisfeita,
ansiosa, sem direção.
Só o novo nascimento pode restaurar a vida plena da
alma.
Após aceitar o Plano de Deus por meio de Jesus
Cristo, o homem experimenta o Novo Nascimento e então, o lugar vazio da alma, é
preenchido pelo Espírito de Deus.
Jesus restaurou o espírito do homem com o Espírito
de Deus, soprando sobre os discípulos, após a ressurreição:
“Disse-lhes pois Jesus outra vez: Paz seja convosco,
assim como o Pai me enviou,
também eu vos envio a vós.
E, havendo
dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes:
Recebei o Espírito Santo”. João
20:21e22.
II - DIFERENÇA ENTRE O
HOMEM E O ANIMAL
Ainda que a ciência preconize a evolução dos seres
inferiores até atingirem a condição de humanos (Teoria da Evolução), nós
cristãos ficamos com a Gênese, literalmente, conforme o registro no livro de
Gênesis (Criacionismo).
“E disse Deus: Produzam as águas abundantemente
répteis de alma vivente; e voem as
aves sobre a face da expansão
dos céus. E Deus criou as
grandes baleias, e todo o réptil
de alma vivente que as águas
produziram conforme as suas espécies;
e toda a ave de asas
conforme a sua espécie ”. Gênesis 1:20-21
“E disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua
espécie;
gado e répteis e bestas feras
da terra conforme a sua espécie.
E assim foi”. Gênesis
1:24.
Cremos que toda a espécie de animais se
materializou pela palavra que saiu da boca de Deus. E cremos também, que o
homem foi criado diretamente pelas mãos de Deus, e recebeu o sopro de Deus.
“E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra,
e soprou em seus narizes o
fôlego da vida;
e o homem foi feito alma
vivente”. Gênesis 2:7.
O homem possui:
·
Consciência própria -
personalidade.
·
Poder de pensar.
·
Uma lei moral implantada em
seu interior.
·
Uma natureza religiosa.
·
Poder de escolha e decisão.
·
Condição de mudar, de
aperfeiçoar-se e de propor metas e atingi-las.
·
Capacidade de falar,
escrever, trabalhar, construir, pesquisar.
·
Condição para viver em
sociedade, constituir família, escolher governantes.
·
Condição de organização e
de promover solenidades, eventos, encontros.
No Evangelho de Lucas 8:26-39
encontramos um acontecimento vivido por Jesus. Nessa passagem podemos notar que
o Mestre valorizou o homem a tal ponto que não se preocupou no valor dos
animais que se precipitaram de um despenhadeiro, caíram no lago e se afogaram.
Outro exemplo:
“Olhai para as aves do céu, que nem semeiam,
nem segam, nem ajuntam em
celeiros;
e vosso Pai celestial as
alimenta.
Não tendes
vós muito mais valor
do que elas?”. Mateus 6:26.
III - FACULDADES DA ALMA
CONSCIÊNCIA:
O homem tem consciência de si mesmo, do que o
cerca, da sua existência e dos seus atos. “A voz da consciência” consiste num
testemunho ou julgamento secreto da alma, aprovando ou desaprovando as ações
que o homem deseja praticar.
É resultado da lei moral implantada por Deus no
interior de cada pessoa.
Essa lei dá ao homem a condição de distinguir entre
o bem e o mal, entre o certo e o errado. Romanos 2:13-15.
·
A consciência do homem
funciona de modo espontâneo e instintivo, não depende do livre arbítrio nem da
vontade. Proclama o seu parecer mesmo sem ser consultada e faz ouvir “sua voz”
mesmo que não seja atendida;
·
A consciência pode ser:
·
Cauterizada e endurecida
(insensível). I
Timóteo 4:2.
·
Fraca, contaminada e
acusativa. I Coríntios
8:7-12 e Tito 1:15.
·
Purificada. Hebreus 9:14.
·
Boa e pura. Atos 23:1; 24:16; I Timóteo 4:2 e Romanos 2:15 e 9:1.
EMOÇÃO:
É a faculdade da alma que rege o relacionamento
humano. Pela emoção o homem reflete os seus sentimentos: ira, medo, tristeza,
alegria, afeto, angústia, inveja e outros. Muitas vezes, encontramos na Palavra
de Deus, o coração como sendo a sede das emoções.
Textos que se referem à vida emocional e afetiva: Isaías 61:10;
Salmos 86:4; Deuteronômio 6:5; Jó 30:25; Salmos 42:5 e Salmos 35:9.
INTELECTO:
Consiste na vida mental e suas manifestações de
conhecimento, inteligência, sabedoria, memória, razão, aprendizado. II Coríntios 10:5, I Coríntios 2:16, Filipenses 4:8.
VONTADE:
Corresponde à vida volitiva do homem.
A vontade leva o homem à realizar seus sonhos e planos elaborados na mente. Salmos 145:19; Lucas 22:42; I João 2:17.
LIVRE ARBÍTRIO: Ezequiel 18:20-24.
Consiste na capacidade do homem de escolher e
decidir. O homem criado à imagem e semelhança de Deus é consciente de si mesmo
e de tudo que o cerca, podendo escolher o seu caminho e decidir sobre os seus
atos.
O livre-arbítrio torna o homem responsável por sua
escolha entre o bem e o mal, entre o certo e o errado e por atender ou não a
voz da sua consciência que clama contra o mal e contra o pecado. Tiago 1:13-16.
O livre arbítrio está acima da vontade, da emoção e
do intelecto e até da própria consciência. Não depende de nenhuma destas
faculdades.
Alguém pode sentir uma forte vontade de agredir o
seu próximo, mas por causa da consciência escolhe não fazer isso. Todavia,
ainda que a consciência clame avisando o mal que está sendo intentado no
pensamento (intelecto) o homem pode violentá-la decidindo cometer o ato
pensado.
O livre-arbítrio, apesar de sofrer influências da
vontade, emoção, intelecto e consciência, é a faculdade responsável pela
escolha final do homem, sejam boas ou más, sem justificativas.
Esta é a liberdade que o homem tem de aceitar ou
desprezar Deus.
O livre-arbítrio é uma característica de semelhança
do homem com o seu Criador. As boas escolhas aperfeiçoam essas semelhanças. As
más escolhas o afastam cada vez mais de Deus.
IV - A FACULDADE DO
ESPÍRITO
Deus é espírito e é somente através do seu Espírito
que o homem pode comunicar-se com Deus para orar, louvar, adorar, contemplar. É
também através do espírito que Deus se comunica com o homem, pela revelação de
si mesmo.
“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores
adorarão o Pai em espírito e
em verdade. Deus
é
Espírito e
importa que os que o adoram o adorem
em espírito e em verdade”.
João 4:23-24.
Após a queda, a morte entrou no mundo e rompeu-se a
comunhão de Deus com o homem. A decisão voluntária que o homem fez de andar por
conta própria, sem ter que prestar contas ao seu Criador é o motivo pelo qual
Deus requer do homem uma atitude voluntária na conversão.
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