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Lição 09

   

DÍZIMOS, OFERTAS E JEJUM

 

O DÍZIMO NO NOVO TESTAMENTO

 

O dízimo é mencionado quatro vezes no Novo Testamento. Mateus 23:23; Lucas 11:42; Lucas 18:12 e Hebreus 7:1-10. Todas as demais referências do Novo Testamento dizem respeito às contribuições e ofertas voluntárias.

 

·      Jesus Ampliou e Aprofundou os Princípios do Antigo Testamento. Ler o seguinte texto: Mateus 5:23-24. Nenhum crente tem o direito de retirar o que a lei sancionou. Na dispensação da graça, o crente não pode ficar aquém da dispensação da lei.

·      Jesus reconheceu a validade do dízimo, ao censurar duramente os fariseus, pelo legalismo em relação ao dízimo e o desprezo pelos mandamentos.

 

“Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Porque dais o dízimo da hortelã,

do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais

importantes da lei, a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis,

porém, fazer estas coisas sem omitir aquelas”.

Mateus 23:23, cf. Lucas 11:42.

 

Duas pessoas do nosso conhecimento resolveram experimentar a verdade da Palavra de Deus, dando o dízimo baseados na palavra do profeta Malaquias, quando Deus fala:

 

“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro...

e depois fazei prova de mim diz o Senhor dos Exércitos,

se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar

sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha

a maior abastança”. Malaquias 3:10.

 

Ambos foram abençoados financeiramente e, então, se converteram e se batizaram.

 

Paulo: Exemplo e Recomendações:

 

Paulo não usa a palavra “dízimo” em suas cartas. Oferece-nos, porém, particularmente nas duas passagens que se seguem, preciosas recomendações a propósito da contribuição do crente:

 

“No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte,

em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando,

para que não se façam coletas quando eu for”.

I Coríntios 16:2.

 

“Cada um contribua segundo tiver posto em seu coração,

não com tristeza ou por necessidade; porque Deus

ama a quem dá com alegria”. II Coríntios 9:7.

 

À luz destas duas passagens podemos concluir que as nossas contribuições devem apresentar as seguintes marcas:

·      Devem Ser Metódicas: “... no primeiro dia da semana”;

·      Devem Ser Pessoais: “... cada um de vós”;

·      Devem Ser Voluntárias: “... segundo tiver proposto em seu coração”;

·      Devem Ser Proporcionais: “... segundo a sua prosperidade”;

·      Devem Ser Apresentadas Com Alegria: “... não com tristeza ou por necessidade, porque Deus ama a quem dá com alegria”.

 

JEJUM

 

“E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas;

porque desfiguram seus rostos para que aos homens pareça que jejuam.

Porém tu, quando jejuares, unge a tua cabeça e lava o teu rosto,

para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu pai

que está em oculto...”. Mateus 6:16-17.

 

O mesmo princípio encontrado na introdução do capítulo 6 de Mateus, é válido para a oração, o jejum e as esmolas:

 

“Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens

para serdes visto por eles; aliáis, não tereis galardão

junto de vosso Pai que está no céu”. Mateus 6:1.

 

As ordenanças referentes à oração, ao jejum e às esmolas, são inter-relacionadas e referem-se a pontos básicos da estrutura da vida cristã: a comunhão com Deus, o relacionamento interpessoal e o auto conhecimento.

·      A oração é o método apropriado para uma proximidade maior e um conhecimento progressivo da pessoa de Deus;

·      O jejum é o meio pelo qual o homem pode alcançar o aperfeiçoamento pessoal, a disciplina, o domínio próprio e exercitar os sentidos para discernir entre o bem e o mal;

·      A prática de dar fala do modo correto de se atender ao próximo necessitado.

Qualquer ensinamento bíblico tem por finalidade propiciar, ao servo de Deus, oportunidades de aperfeiçoamento pessoal, de consagração e de santificação, como também, serve de meio para a apuração da sensibilidade espiritual, fortalecendo a sua fé para o enfrentamento das batalhas do dia a dia. Um cristão deveria sempre cumprir os mandamentos bíblicos para alcançar esses objetivos e nunca para obter favores especiais de Deus.

 

O amor e a misericórdia de Deus não podem ser avaliados pela mente humana e não há possibilidade de se pagar ou oferecer alguma coisa em troca.

“... e conhecer o amor de Cristo

que excede todo o entendimento...”. Efésios 3:19.

 

“As misericórdias do Senhor são a causa

de não sermos consumidos,

porque as suas misericórdias não têm fim;

novas são a cada manhã...”. Lamentações 3:22-23.

 

A prática metódica do jejum ajuda a estabelecer uma distinção entre o espiritual e o físico porque, o jejum, opõe-se a um instinto natural e uma necessidade básica do ser humano: a fome e a saciedade. É um bom exercício para se alcançar o domínio próprio.

 

O jejum, a esmola e a oração possuem valor espiritual, e, como tal, é que devem ser compreendidos porque:

 

“Ora o homem natural não compreende

as coisas do Espírito de Deus, porque

lhe parecem loucura; e não pode entendê-las,

porque elas se discernem espiritualmente,

mas o que é espiritual discerne bem tudo,

e ele de ninguém é discernido”.

I Coríntios 2:14-15.

 

O jejum é um meio de se atingir um objetivo espiritual. Não é um fim em si mesmo. Seu valor reside na intenção do coração.

Ninguém se torna mais espiritual por jejuar muitas vezes ou por um tempo maior do que outras pessoas.

O crescimento e a maturidade espiritual são processos, que vão acontecendo durante toda a vida, enquanto o servo de Deus aprende a obedecer a Palavra, a conhecer a vontade de Deus e a permitir a operação do Espírito em sua vida interior.

 

Muitos enfrentam lutas para manter uma vida de oração. E, que dizer do jejum? É muito mais difícil o estabelecimento do hábito de jejuar. O jejum é sempre acompanhado da oração. Se não conseguirmos vencer as batalhas que nos sobrevém quando nos dispomos a orar, é certo que estaremos sem condições de jejuar.

 

O jejum deve ser praticado com o senso de responsabilidade, como tudo, na vida de um cristão, e não apenas para participar de grupos, nem por motivos terrenos como demonstração de força de vontade, ou para conseguir libertação de pecados ocultos, ou por estar magoado com alguém.

 

O jejum individual deve ser usado sempre que o crente sentir necessidade de consagrar sua vida, e de ter maior comunhão com Deus.

 

O cumprimento de obrigações e regras religiosas, a postura piedosa, a aparência externa, não podem transformar uma pessoa num cristão.

O que a pessoa é interiormente, suas reações, seus motivos, seu equilíbrio, sua segurança, fazer ou deixar de fazer qualquer coisa, falar ou permanecer calado, enfim, sua autenticidade, sua sinceridade e honestidade para com Deus hão de refletir o amor de Cristo, derramado sobre o seu coração.

 

Ser nova criatura é refletir externamente, na pureza e a santidade que Deus operou no seu interior com sobriedade e discrição.

Cada cristão deveria conhecer os seus motivos e estar consciente a respeito dos seus pensamentos e palavras para que não seja achado em falta, dificultando a ação do Espírito, porque sua vida foi dedicada à manifestação da glória de Deus, no momento da sua conversão.

Depois de tantas recomendações, parece ser difícil jejuar e alguém poderá questionar se vale a pena enfrentar tantas lutas, ou se os mandamentos de Jesus são muito pesados...

 

Jesus condena a falsa espiritualidade dos fariseus que aparentavam ser piedosos, mas estavam cheios de malícia e hipocrisia.

 

Jesus requer o equilíbrio, a espontaneidade, a autenticidade em tudo o que fazemos, e o jejum, enquadra-se dentro deste princípio.

 

O dia de jejum deve ser um dia de dedicação integral ao Senhor.

Ainda que, agindo como num dia normal, sem se preocupar com que os outros pensem a seu respeito, o cristão que jejua, pensará em agradar e obedecer a Deus, em tudo, sabendo que, o Pai,

 

“... que vê secretamente, te recompensará”. Mateus 6:6b.

 

UMA SUGESTÃO PARA QUEM DESEJA

INICIAR-SE NA PRÁTICA DO JEJUM

 

Para alcançar um bom resultado, e até que o jejum faça parte integrante da vida cristã, o crente precisa superar algumas dificuldades que surgem no início.

·      Deve-se começar com pequenos períodos em que seja suprimida apenas uma refeição. Por exemplo, ao acordar, não tomar o café da manhã, almoçando na hora normal.

·      Caso alguém encontre dificuldade nesta primeira sugestão, poderá iniciar sem suprimir o café da manhã, mas prolongando o horário. Exemplo: Supondo que sua última refeição do dia anterior tenha sido às 22 horas, ao acordar, no dia seguinte, permaneça em espírito de oração (na escola, trabalho, em casa) até as 10 horas da manhã, tome um copo de leite, um suco, ou coma uma fruta, e almoce no seu horário normal. Considere esse primeiro jejum como aceito pelo Senhor desde que feito com sinceridade e desejo de aprender a estar diante de Deus em obediência à sua Palavra.

·      Na repetição metódica, semanal ou mensal, o cristão encontrará forças para prosseguir no aprendizado.

·      Quando perceber que o seu corpo já não reclama por alimento, a pessoa poderá prolongar o espaço entre duas refeições retardando a hora do almoço para as 15 ou 16 horas até que consiga atingir um período de 24 horas tomando apenas líquido. Exemplo: Tomar a última refeição às 18 horas e iniciar o jejum encerrando-o às 18 horas do dia seguinte. Neste caso, são suprimidas 2 refeições, o café da manhã e o almoço.

·      É recomendável beber água natural, principalmente nos períodos de verão, para se evitar a desidratação. Em jejuns de 24 horas, ou mais prolongados, é indispensável que se beba, por dia de 4 a 6 copos de água natural.

·   É importante sabermos que, a quebra do jejum, deve ser iniciada com líquido (sucos, leite, sopa) ou uma refeição leve e em pouca quantidade para o equilíbrio e o bom funcionamento do aparelho digestivo, descansado durante o período sem alimento.

 

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