Lição 01

 

DONS ESPIRITUAIS

 

  A palavra carisma significa “dom”, manifestação do Espírito.  Caris (grego) quer dizer “graça”.

Os dons são manifestações sobrenaturais concedidas, pelo Espírito com a finalidade de edificação da Igreja. Ler Romanos 12:6-8 e Tiago 1:17.

Existe diferença entre dons espirituais e talentos naturais.

O talento natural é a capacidade que uma pessoa tem de executar algo de modo espontâneo. Pode ser hereditário ou adquirido com estudo, dedicação e persistência.

 

Os dons espirituais são sobrenaturais na origem e nos resultados. A pessoa que utilizar seus dons naturais no serviço do Senhor, precisa sempre estar atento à direção do Espírito Santo. Os talentos naturais podem se tornar um problema na vida da Igreja, se forem usados sem cuidado e com intenções pessoais: por vaidade, desejo de reconhecimento ou para dirigir a vida dos outros.

 

Como receber os dons do Espírito?

 

      Os dons espirituais são recebidos naturalmente por revelação vinda de Deus. Somente depois de constatados e confirmados é que poderão ser manifestados exteriormente, para a edificação.

      Cumprida a recomendação bíblica, muitos problemas decorrentes do mau uso dos dons, seriam evitados.

 

“Por boca de duas ou três testemunhas

será confirmada toda a palavra”. II Coríntios 13:1b.

“... leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca

de duas ou três testemunhas, toda a palavra

seja confirmada”. Mateus 18:16.

 

      O dom não é para uso particular. A pessoa com um dom, não pode usá-lo como se fosse proprietária dele, porque é recebido pela graça, é dom de Deus.

Os dons podem ser recebidos em qualquer ponto da carreira cristã, independente da condição espiritual da pessoa.

 

      Muitas vezes, um crente mais antigo, fica constrangido diante de uma pessoa recém convertida que começa a manifestar um dom. A Igreja madura saberá conduzir o novato na fé, no caminho do entendimento espiritual, discipulando-o e acompanhando-o, até que ele possa alcançar o equilíbrio na utilização do seu dom.

Os dons devem ser desejados e buscados com perseverança.

 

“Procurai com zelo os melhores dons; e eu vos mostrarei

um caminho ainda mais excelente”. I Coríntios 12:31.

 

      O amor é indispensável e elemento estabilizador.

      O amor não é um dom, mas um fruto do Espírito a ser alcançado por todo aquele que nasceu de novo.

            Os dons não devem ser proibidos, mas disciplinados para a edificação da Igreja.

 

“Segui o amor e procurai com zelo os dons espirituais...”. I Coríntios 14:1.

 

A Igreja de Corínto estava cheia de problemas, mas possuía dons espirituais. Paulo regulamentou e disciplinou o uso dos dons, para que haja ordem no culto e a Igreja seja abençoada. Ler I Coríntios 1:7-13 e cap. 14.

A fé é um dom, mas também é um fruto do Espírito.

Quando cremos, temos fé em Jesus Cristo como Salvador.

Esta é a fé Salvadora. A manutenção e o crescimento desta primeira fé, nos fará alcançar o fruto que vem do Espírito Santo que habita em nós.

Com o fruto do Espírito, alcançaremos o dom de poder da fé, que é a posse do poder de Deus.

 

“A oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará...”. Tiago 5:15.

 

Pedro quando andou sobre as águas, ao encontro de Jesus, olhava para Jesus. Quando olhou ao redor, viu sua fraqueza diante da grandeza do milagre e teve medo.

Enquanto olhamos para Cristo, nossos dons e ministérios produzem frutos agradáveis aos homens e a Deus.

Ao olharmos para o chão, reconhecemos a fragilidade e inutilidade do nosso esforço. Ler Hebreus 12:1-11.

 

O dom não contribui para o crescimento espiritual, porém, à medida que é exercitado, o crente vai sentindo, cada vez mais, sua responsabilidade perante Deus, e verá que a utilidade do dom, dependerá de uma vida de santidade e dedicação sempre crescentes.

A pessoa não se torna espiritual só porque possui dons.

O aperfeiçoamento do crente pelo “crescimento na graça e no conhecimento” é que darão autenticidade aos dons.

 

Somente com estas condições é que os dons cumprirão a finalidade para a qual foram doados: a edificação da Igreja e a manifestação da glória e do poder de Deus. Ler Romanos 12:3-8 e Efésios 3:7-11.

 

      Está enganado aquele que pensa que o uso abundante dos dons pode substituir a santidade exigida por Deus.

      Qualquer dom usado por alguém que não se preocupa com sua vida espiritual, servirá de pedra de tropeço e não produzirá bênção para si mesmo, nem para a vida da Igreja.

      O recebimento e o uso de um dom estão sujeitos à vontade da pessoa, porque o Espírito não usa de coação, respeitando o livre arbítrio de cada um.

      No uso dos dons, não há perda de consciência. A mente não é anulada, o Espírito Santo não se “apossa” da pessoa.

      O crente tem liberdade de decidir se deseja ou não cooperar com Deus, usando o dom para honra e glória do Seu Nome.

 

“Os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas”.

I Coríntios 14:32. Ler I Coríntios 14:19, 28, 30 e I João 4:1.

 

      O temor a Deus, o amor, o equilíbrio emocional, o domínio próprio, a humildade, a mansidão são frutos indispensáveis ao crescimento espiritual e ao discernimento no uso dos dons naturais e espirituais.

 

“Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros,

 invejando-nos uns aos outros”. Gálatas 5:26.  Ler Gálatas 5:22-26.

 

A manipulação dos dons, por uma pessoa, sem temor a Deus, prejudicará grandemente a Igreja.

O julgamento e o ensino sobre o equilíbrio, no uso dos dons, são importantes para o crescimento da pessoa e da Igreja.

A pessoa sincera e temente a Deus, certamente receberá a exortação com humildade e será aperfeiçoada no uso dos seus dons.

 

Uma Igreja que permitir a manifestação e o crescimento dos dons naturais ou espirituais, sem a direção do Espírito, afasta-se dos propósitos de Deus.

O Espírito Santo não faz parceria com a carne, porque Deus só se comunica com o homem através do seu espírito, preenchido pelo Espírito Santo.

 

“Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne.

Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito

contra a carne”. Gálatas 5:16-17a.

 

      Paulo administrava as revelações que recebia, com muita responsabilidade, como verdadeiro cooperador de Deus:

 

“Porque não ousaria dizer coisa alguma, que Cristo por

mim não tenha feito, para obediência dos gentios,

 por palavra e por obras”.  Romanos 15:18.

 

“Que os homens nos considerem como ministros de Cristo,

e despenseiros dos mistérios de Deus”. I Coríntios 4:1.

Ler I Coríntios 3:5-9 e Efésios 3:4-12.

 

O dom recebido por um servo de Deus, não o autoriza a falar segundo o seu pensamento, muito ao contrário, as reivindicações pessoais e a autoridade humana, são eliminadas, afim de que o Espírito Santo possa assumir a direção de tudo.

Ser cooperador de Deus é tomar consciência de que é um entre muitos participantes do projeto de Deus.

O servo sabe que nada lhe pertence, e que tudo vem de Deus.

                                        

“O Senhor conhece os pensamentos dos sábios, que são vãos.

Portanto ninguém se glorie nos homens; porque tudo

é vosso... E vós de Cristo, e Cristo de Deus”.

I Coríntios 3:20 ,21 e 23. Ler Salmos 24:1-2.

 

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