Lição 04
CLASSIFICAÇÃO DOS DONS
Um
estudo
em I CorÍntios
12:1-11.
O profeta Joel fala sobre a descida do
Espírito Santo e a manifestação dos dons espirituais sobre a Igreja.
“E há de ser que, depois,
derramarei o meu Espírito sobre toda a carne,
e vossos filhos e vossas filhas profetizarão,
os vossos velhos terão sonhos,
os vossos mancebos terão visões. E também sobre os servos e sobre
as servas naqueles dias
derramarei o meu Espírito”. Joel
2:28-29.
Esta palavra profética cumpriu-se no dia
de pentecostes e é citada, literalmente, pelo apóstolo Pedro, em seu discurso
logo após o cumprimento dessa profecia.
“E de repente veio do céu um
som, como de um vento veemente e
impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam
assentados.
E foram vistas por eles línguas repartidas,
como que
de fogo, as quais pousaram
sobre cada um deles.
E todos foram cheios do Espírito Santo...”.
Atos 2:1-4a e Atos 2:16-18
Em I Coríntios
12:1-11, encontramos nove dons
distribuídos em três categorias, com três dons cada uma:
I - Dons de Revelação: Sabedoria, Ciência e Discernimento de
espíritos.
II - Dons de Poder: Fé, Cura e Operação de maravilhas.
III - Dons de Inspiração: Profecia, Línguas e Interpretação.
I - DONS DE REVELAÇÃO
As revelações vêm diretamente do Espírito Santo ao espírito do
homem, vivificado pelo Novo Nascimento.
Estar em Cristo é uma expressão muito usada nas Cartas Paulinas e
significa nossa identificação com Deus pela comunhão. A comunhão é o elo de
ligação entre o Espírito de Deus e o nosso espírito.
É a certeza da nossa integração com Deus.
“Frutificando em toda a boa
obra e crescendo no conhecimento de Deus” e
“Crescei na graça e conhecimento do nosso
Senhor e Salvador Jesus Cristo”.
Efésios 1:17; Colossenses
1:9-10 e II Pedro 3:18.
A falta de sabedoria, de conhecimento e
discernimento, pode levar uma pessoa e até uma Igreja inteira ao caos, à
confusão, à quebra de confiança, entre as pessoas, à criação de grupos
independentes, ao desrespeito aos pastores e líderes, à divisão.
“... não cessamos de orar
por vós, e de pedir que sejais cheios
do conhecimento da Sua vontade em toda a
sabedoria
e inteligência espiritual”.
Colossenses 1:9.
O crente deve buscar o “espírito de sabedoria e de revelação” e
também apurar sua “inteligência espiritual”, a fim de conhecer a vontade de
Deus e discernir entre o santo e o profano.
Os dons de revelação são os mais silenciosos, de menos aparência
externa e requerem uma participação maior do homem.
São também os mais fáceis de serem manipulados, porque sua
manifestação externa depende da honestidade e sinceridade da pessoa que os possui.
Os dons de poder operam o sobrenatural e não dependem da
interferência humana. Os dons de poder e inspiração, são os mais visíveis, mas
na prática, todos possuem o mesmo valor.
A revelação é a descoberta do que está oculto, a manifestação de
um mistério e o esclarecimento daquilo que é humanamente incompreensível.
“Como me foi este mistério
manifestado pela revelação como acima em pouco vos escrevi...
e demonstrar a todos qual
seja a dispensação do mistério, que
desde os séculos
esteve oculto em Deus...”. Efésios 3:3, 8 e 9.
O propósito das revelações de Deus para a Igreja é fazer notória
Sua soberania, Seu governo e domínio, para que a Igreja cumpra a sua vontade e
se submeta com temor. João
17:23 e Efésios 3:10.
Os demônios imitam os dons do Espírito e também revelam coisas
ocultas. As revelações de fontes pagãs, funcionam somente a nível mental, não
podem atingir o espírito.
Tais conhecimentos, descobertas, visões, profecias..., são
temporais, limitados e direcionados às pessoas, tanto para o bem quanto para o
mal.
“Essa não é a sabedoria que
vem do alto, mas é terrena,
animal e diabólica”. Tiago
3:15.
Ler I Coríntios 3:18-23.
A maioria dos profetas pagãos, desconhece a fonte de suas
revelações; outros sabem que não procedem de Deus, mas preferem escolher e
receber o mal como se fosse o bem.
Os profetas seculares são exaltados pelo cumprimento de muitas de
suas profecias e, por mais honestos que sejam, sempre haverá erros em suas
previsões.
“... E, se disseres no teu
coração: Como conheceremos a palavra que o Senhor não falou?
Quando o tal profeta falar
em nome do Senhor, e tal palavra não se cumprir,
nem suceder assim, esta é
palavra que o Senhor não falou;
com soberba a falou o tal
profeta, não tenhas temor
dele”. Deuteronômio
18:20-22.
Ler o confronto entre o
profeta Jeremias
com um falso profeta.
Jeremias 28:1-17.
Os
profetas bíblicos conhecem a procedência de suas revelações, estão convictos da
veracidade das palavras que proferem e não há erros em suas profecias.
Geralmente,
começam a profecia designando a origem de suas revelações, falando com firmeza
e convicção:
• “E veio a mim a
Palavra do Senhor”;
• “Assim diz o
Senhor Jeová”;
• “E disse-me o
Senhor”;
• “O Espírito do
Senhor Jeová está sobre mim”.
“Ó Deus de meus pais, eu te
louvo e celebro porque me deste
sabedoria e força; e agora
me fizeste saber o que te
pedimos, porque nos fizeste
saber este
assunto do rei”. Daniel
2:23.
Os dons de Revelação
são os mais necessários para a sobrevivência da Igreja. Através desses dons é
que a Igreja descobre e proclama a Verdade dos tesouros da Palavra.
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