Lição 06
I
- DONS DE REVELAÇÃO
CiÊncia
Há o conhecimento natural que um homem
adquire no decorrer da sua vida, por experiências, estudos, leituras, convivência
com outras pessoas, viagens, pesquisas, buscas constantes motivadas pela ânsia
de saber.
O dom da
ciência é uma revelação sobrenatural de algum fato desconhecido e que Deus quer
que o homem tome conhecimento, através do seu espírito, pela ação do Espírito
Santo. Isso só pode acontecer pela ação do Espírito Santo.
Este dom permite que a pessoa identifique
fatos recentes, como cumprimento de profecias bíblicas antigas.
Somente o conhecimento da Palavra de Deus,
permitirá que a pessoa reconheça uma profecia e o seu cumprimento.
Exemplos:
• O jovem Samuel, foi chamado
por Deus e recebeu uma palavra de conhecimento sobre o futuro da família do
sacerdote Eli. I
Samuel 3:1-14.
• Mais tarde, Samuel recebeu a revelação de que Saul seria ungido
rei de Israel, e que ele estava escondido entre as bagagens. I Samuel 9:15-16
e I Samuel 10:22.
• O profeta Eliseu preveniu o rei de Israel para não seguir por
determinado caminho, por onde o rei da Síria passaria. I Reis 6:8-12.
• Eliseu prediz abundância de comida. II Reis 7:1.
• Eliseu recebeu uma palavra sobre Geazi,
seu ajudante, que desobedeceu recebendo presentes do general sírio. II Reis 5:25-26.
Discernimento
O dom de discernimento não se limita,
apenas a discernir espíritos demoníacos no momento de uma possessão.
Discernimento é a faculdade de perceber
diferenças, distinguir entre a verdade e o erro e de julgar as coisas
claramente.
O discernimento será útil na seleção do
que ouvimos, falamos, lemos, vemos. É uma questão de disciplina!
É ter percepção para reconhecer falsos
profetas, espíritos enganadores e distinguir e separar entre o sobrenatural da
parte de Deus e da parte das trevas.
“Vede pois como ouvis”. Lucas 8:18a.
“Se
algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus”. Tiago 1:5.
“...
todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar...”. Tiago 1:19b.
Na
vida cristã prática, o discernimento, impedirá o desenvolvimento da raiz do
mal, já cortada pela obra realizada na Cruz, mas arraigada na natureza humana.
O discernimento favorecerá o crescimento espiritual, com a libertação dos
desejos impuros da mente, da rebeldia e oposição à Palavra.
“... tendo os sentidos exercitados para
discernir
tanto o bem como o mal”. Hebreus 5:14.
“Se alguém tem ouvidos ouça... atendei ao que
ides ouvir”. Marcos 4:23-24a.
Existe uma relação entre o ouvir e o
falar. Se alguém aceita tudo o que ouve, sem fazer uma seleção e sem distinguir
a verdade da mentira, induzirá outros a crerem na
mentira.
O discernimento e a percepção, influenciarão nossas escolhas.
É um dom essencial para a Igreja neste
final de tempos.
O conhecimento da Palavra de Deus é
condição básica para o alcance e apuração da percepção e do discernimento.
Este dom não pode ser confundido com perícia
ou capacidade de analisar o caráter das pessoas, para descobrir falhas nos
outros, isso até é proibido na Bíblia.
“Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo
com que julgardes sereis julgados...”. Mateus
7:1-2a.
A pessoa com discernimento está preparada
para reconhecer a fonte de certas doutrinas, aparentemente bíblicas, mas que
distorcem as Escrituras. Com isso o crente é livre do mal e pode ajudar a
outros.
Muitas vezes ouve-se pregações, depoimentos, entrevistas e até milagres enganosos, com aparência de
autenticidade.
A pessoa com discernimento, conhecerá a
mentira oculta e ajudará a manter a pureza e a santidade da Igreja.
“O Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns
da fé,
dando ouvidos a espíritos enganadores, e a
doutrinas de demônios”. I Timóteo 4:1.
Esses demônios se aproveitam da ausência
de dons na Igreja para enganar a muitos. Uma Igreja fica vulnerável, se não
houver a sabedoria e a aplicação da Palavra de Deus.
Para tudo o que é verdadeiro, há sempre
uma cópia falsificada.
Faz parte da natureza
humana copiar quando não pode criar.
Isso acontece em todos os setores: na moda, na indústria, no comércio,
nas artes, na música e também nos assuntos espirituais. Os demônios imitam os
dons do Espírito.
O uso correto dos dons vai depender muito
da nossa comunhão com Deus, porque o nosso espírito é dotado de faculdades que
possibilitam a intimidade com Deus.
A interrupção de um testemunho, ou até de
um sermão contradizente com a Palavra, é zelo pela
casa de Deus.
É correção e disciplinação necessárias ao amadurecimento da Igreja e o aperfeiçoamento dos dons.
A pessoa sincera não se sentirá humilhada,
mas aceitará a correção com dignidade para seu próprio crescimento espiritual
diante de Deus e da Igreja.
A
utilização prática do discernimento dará à Igreja condições de julgar e impedir
o abuso e a usurpação dos dons.
Uma pessoa que diz ser usada por Deus e
afirma que Deus falou quando Deus não falou, está usando sua mente ou está
influenciada por sugestões malignas. Sem discernimento, muitos preferem
acreditar na pessoa e duvidar de Deus.
Isto tem conduzido muitas pessoas e
Igrejas inteiras à incredulidade, ao abatimento e a duvidar da justiça de Deus.
Tem sido causa de perturbação em muitos
lugares.
Tem feito muitos estragos em Igrejas, que
preferem proibir os dons espirituais, do que discipliná-los.
O dom de discernimento tem que estar
aliado ao temor a Deus e nunca ao temor humano.
Temer
a Deus é condição fundamental da fé cristã, temor humano é doença dos tímidos e
dos fracos. Jesus não teve temor humano quando chicoteou os vendedores no
Templo.
Ele
é o nosso modelo. Não teve nenhum respeito humano, quando o assunto era a
limpeza do Templo.
“E, entrando Jesus no Templo, começou a expulsar todos os que nele
vendiam
e compravam,
dizendo-lhes:Está escrito: A minha Casa é Casa de oração, mas
vós fizestes
dela covil de salteadores”. Lucas 19:45.
Ler Mateus 21:12-13; Marcos 11:15-16 e Romanos 10:1-7.
A
autoridade da Igreja, na disciplina e ordem na congregação, evitará o uso
abusivo dos dons, sem eliminá-los, mas corrigindo-os e utilizando-os para o
amadurecimento da Igreja e para a glória de Deus.
Apurando o
discernimento:
Os escritores bíblicos não se cansam de
apresentar em seus escritos, tudo o que eles observaram e assimilaram sobre a
natureza, compreendendo e transmitindo os ensinamentos para a vida prática.
A
expressão: “quem tem ouvidos ouça”, encontrada muitas vezes na Bíblia,
significa: “apure seus ouvidos para entender o que está além do que você vê,
ouve e sente”.
O ruído das ondas, as marés, o mar revolto
ou calmo, falam da soberania de Deus; o som do vento traz notícias sobre o
tempo, relâmpagos, trovões, tornados, terremotos, falam da Justiça e do Juízo
de Deus sobre a terra.
Parte Prática:
Vejamos o legado deixado por alguns dos
patriarcas bíblicos que observaram, no seu tempo de vida, e nos transmitiram:
·
Jó fala da águia, da avestruz, do corvo. Jó 38:41.
Ao mesmo tempo diz que a avestruz não tem
sabedoria. Jó 39:13-17. Ler todo o capítulo 39.
·
Salmos citam: pardal, mocho, pelicano e
andorinha. Salmos 84:3 e
102:6-7.
·
Na caminhada do povo, no deserto, Deus
providenciou uma: nuvem de dia como cobertura para o sol. Salmos 78:14. Ler
Salmos 77:14-20.
·
E uma coluna de fogo para iluminar a
noite. Salmos 105:39.
·
Deus preparou, para o seu povo durante sua
peregrinação, um caminho no deserto, no mar e no rio, lugares onde não havia
caminho. Salmos 107:40;
Salmos 106:9; Salmos 78:13; Salmos 66:6. Ler Salmos
114.
·
Provérbios fala de quatro pequenos seres cheios de
sabedoria: formiga, coelho, gafanhoto e aranha. Provérbios 30:24-28.
·
O livro de Cantares de Salomão menciona 15
espécies de animais e 21 espécies de plantas.
·
Isaías fala sobre o boi que conhece o seu
dono. Isaías 1:3.
·
fala da coruja e pelicano, bufo e corvo. Isaías 34:11.
·
fala sobre o lavrador que lança sementes no
solo e cada uma tem o seu modo especial de ser plantada. Isaías 28:24-29.
·
E fala também que as “árvores batem
palmas”. Isaías 55:12.
• Jeremias diz:
“A cegonha conhece os seus tempos
determinados, a rola, o grou
e a andorinha, observam o
tempo da sua arribação...”. Jeremias 8:7.
• Habacuque fala sobre a rede que prende o
peixe e que é mais valorizada do que o próprio peixe. O homem valoriza mais a
obra de suas mãos do que a criação de Deus. Habacuque 2:14-16.
Além desses mencionados, você
pode encontrar muito mais, observando a natureza, recebendo a sabedoria do
alto, discernindo o que é bom, e fazendo boas escolhas para o seu próprio bem.
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