Lição 08

 

II- DONS DE PODER

 

Cura

 

“Na verdade vos digo que aquele que crê em mim, também fará as obras que eu faço,

e as fará maiores que estas; porque eu vou para meu Pai”. João 14:12.

 

Ainda não temos visto o cumprimento desta palavra de Jesus. A maioria das Igrejas não está preocupada em se preparar para a prática dos dons.

Os verdadeiros servos do Senhor não estão satisfeitos com a ação da Igreja nos dias atuais, porque aguardam ansiosos pelo momento em que verão o mover sobrenatural do Espírito cumprir-se pela ação da Igreja.

 

O tempo da centralização dos poderes está terminando.

O “estrelismo evangélico”, através dos instrumentos eletrônicos, os shows gospel, estão perdendo a essência, a autoridade espiritual e a unção.

 

O Espírito Santo precisa ter liberdade de agir, no tempo e no espaço, porém, a maioria das Igrejas limita a ação do Espírito, com uma liturgia fechada, muitas regras, horário predeterminado e restrito, programas de apresentação de talentos naturais, ocupando o tempo destinado a louvor, celebração, adoração. Preenche-se o pequeno tempo reservado aos cultos a Deus, com programações de exaltação ao homem.

 

A partir deste ponto, nosso estudo estÁ baseado no livro e nos vídeos de Charles e Francis Hunter, missionÁrios americanos, cujas liÇÕes sobre cura, ampliaram em muito o nosso entendimentoÀrespeito desse dom.

 

A Igreja pertence à Deus e não às pessoas. E Ele tem novidades para nós, a cada dia, mas, por vezes, já estamos tão apegados ao conhecimento adquirido que permanecemos como se tivéssemos atingido a perfeição.

 

O poder de Deus, sobrenatural e dinâmico, move-se através dos tempos, conduzindo a Igreja conforme o caminho predeterminado e estabelecido no propósito eterno.

 

Não há regras para o sobrenatural, que deveria ser natural para o crente. O comando é a direção do Espírito.

A nós compete apurar a nossa sensibilidade e percepção, para conhecermos o tempo, o espaço e o modo de Deus atuar.

 

Deus concedeu poderes à Igreja que deve exercê-lo com humildade e em unidade.

A hierarquia eclesiástica continua existindo, a vida do pastor é essencial, mas a Igreja como corpo, precisa usar todo o seu potencial em unidade.

A Igreja é uma comunidade terapêutica, e tem o dever de aliviar o sofrimento daqueles que vêm em busca de socorro.

 

Conforme promessas feitas por Jesus, acontecerão muitos milagres neste final dos tempos.

Compete à Igreja trazer, à terra, o poder de Deus.

 

Falta à Igreja a coragem de por em prática, exercitar-se, preparando-se para receber e administrar o sobrenatural.

Os dons da fé, cura e expulsão de demônios, são dons de utilidade e necessidade urgente.

É uma questão de tomada de posse dessa promessa de Jesus.

Estamos preocupados em resguardar nossa reputação e levantamos barreiras mentais e espirituais que impedem ao Espírito Santo de derramar o seu poder.

Outros fatores: falta de comprometimento, receio de não acontecer nada com a nossa palavra, muitos medicamentos liberados para dores, e especialidades médicas para todos os males.

O Espírito Santo quer operar maravilhas e fica impedido por nosso conformismo, incredulidade, timidez e medo de errar.

 

São poucos os crentes comprometidos com ousadia.

Um ou outro missionário, alguns pastores e poucos irmãos.

 

A Igreja do tempo do fim, alcançará a maturidade e usará os dons, naturalmente, com simplicidade, em obediência, seguindo o modelo de Cristo e dos apóstolos.

O Modelo de Cristo: Como Jesus agia?

Jesus não estabeleceu regras para curar. Ele sabia o tempo e o modo de fazer, e nos deu a ordem:

 

Curai enfermos, limpai leprosos, expulsai demônios, ressuscitai
 os mortos: de graça recebestes, de graça dai”. Mateus 10:8.

 

      Deus é soberano. Faz como quer. Atende a nossa oração.

Jesus mostrou-nos algo prático, usando vários métodos:

      O poder da Palavra;

      A fé do enfermo;

      Falou diretamente à enfermidade;

      Tocou no enfermo;

      Tocou e falou.

      Aplicou lama nos olhos;

      Perdoou primeiro e depois curou.

      Ao paralítico disse:

“Levanta-te, toma a tua cama e anda”. Mateus 9:2.

 

      Ao homem da mão mirrada disse:

“Estende a tua mão”. Mateus 12:10.

 

      Ao enfermo há 38 anos na beira do poço disse:

“Levanta-te, toma a tua cama, e anda”. Ler João 5:5-8.

 

      Ao servo do centurião disse:

Vai e como creste te será feito”. Mateus 8:5.

 

      Aos dois cegos que o seguiram:

“Tocou então os olhos deles, dizendo: seja-vos feito segundo a vossa fé”. Mateus 9:29.

 

      À mulher do fluxo de sangue:

tocou a orla de suas vestes”. Mateus 9:20.

 

      À mulher cananéia:

“Ó mulher! Grande é a tua fé: seja isso feito para contigo,

como tu desejas”. Ler Mateus 15:21-28.

 

      No menino lunático: repreendeu o demônio.

“... e desde aquela hora, o menino sarou”. Ler Mateus 17:14-18.

 

      Ao surdo mudo, falou diretamente ao ouvido:

“Abre-te”. Marcos 7:34.

 

      Na sogra de Pedro:

“... tocou-lhe na mão, e a febre a deixou...”. Mateus 8:15.

 

      No leproso:

tocou-o dizendo: quero; sê limpo”. Mateus 8:3.

 

      Na ressurreição da filha de Jairo, chefe na Sinagoga:

“... e tomando a mão da menina, disse-lhe: menina,

a ti te digo, levanta-te”. Marcos 5:41.

 

Estes são poucos exemplos. Há muitos outros.

Leia os evangelhos e encontrará maravilhas.

 

“Jesus pois operou também em presença de seus

discípulos muitos  outros sinais, que não estão

escritos neste livro”. João 20:30.  Ler Marcos 3:7-11.

 

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