Lição 12

 

III- DONS DE  INSPIRAÇÃO

 

Não são idéias em nossa mente, conforme ocorre com os dons de revelação.

A inspiração é um pensamento acerca de determinado assunto que desejamos compreender e desenvolver.

A partir do nosso desejo e ocupação do nosso pensamento em relação ao assunto, a inspiração virá em forma de idéias coordenadas. Nem sempre a inspiração vem completa.

 

“Abre bem a tua boca e ta encherei”. Salmos 81:10b.

 

Profecia

“Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem primeiro

revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas”. Amós 3:7.

 

“... procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente

o de profetizar”. I Coríntios 14:1.

 

O Dom de profecia é um dom de grande valor e necessário à vida da Igreja. É um sinal para os que o crêem. I Coríntios 14:22b.

Não é um dom para uso particular, mas para a edificação.

A palavra profética pode está no meio de um sermão, numa palavra durante o período de louvor, num aconselhamento e até numa conversa informal.

Exemplos:

      O cântico de Maria, contém profecias. Lucas 1:46-56.

      O cântico de Simeão, contém profecias, a respeito de Jesus. Lucas 2:29-35.

      Profecia de Ágabo sobre Paulo. Atos 11:28.

Umas das confusões que é feita em relação a esse dom é de que o profeta é o pastor e a palavra profética é o sermão.

 

O dom de profetizar é distinto de uma pregação comum.

Às vezes a profecia vem juntamente com uma visão.

Outras vezes é criado pelo Senhor um quadro mental, juntamente com a inspiração.

A profecia deve ser entregue com fé e segurança. Romanos 12:6.

Há grupos onde a profecia é tão usual que não é julgada.

A comunicação entre os irmãos se dá por meio de “profecia” recados com direção pessoal ou para a Igreja.

Falar em nome de Deus é algo muito sério, mas deixar de falar também é. Dizer que Deus mandou, quando não mandou; ou coisas semelhantes a “Senti de Deus para lhe procurar e pedir; ou Deus me mandou que você me desse isso...”.

 

A profecia é uma inspiração do Espírito e seu objetivo é:

 

“A manifestação do Espírito é concedida a cada um,

 visando um fim proveitoso”. I Coríntios 12:7

 

Há diferença entre Ofício de Profeta e Dom de Profecia:

 

O ofício de profeta é um ministério especial, indo além do simples dom de receber mensagens inspiradas.

Exemplo: Samuel, como profeta, além de trazer mensagens de Deus para povo, apresentava o povo a Deus.

Samuel era, ao mesmo tempo, profeta e sacerdote.

 

Davi se reconhecia como profeta, tinha comunhão com Deus, e sabia de fatos que ocorreriam bem além da sua época.

 

No Antigo Testamento, Deus concedia a um homem este privilégio, na Nova Dispensação o privilégio é para todos os que desejam e buscam com “zelo melhores dons”.

O verdadeiro profeta é reconhecido, não pela força da profecia, mas pelos frutos pessoais, que só a Palavra de Deus pode produzir, para o seu próprio crescimento espiritual e para a edificação da Igreja.

A palavra de um profeta precisa concordar com a Bíblia e com sua própria vida.

Uma pessoa que tem o dom de profecia, está sujeita a erros, e precisa submeter-se ao julgamento da Igreja.

Há pessoas que não aceitam correção, porque consideram que estão acima de qualquer advertência.

 

“A soberba precede a ruína e a altivez de espírito

precede a queda”. Provérbios 16:18.

 

O Espírito Santo não pode atuar onde não há humildade.

A Bíblia fala que os dons precisam ser julgados, para que aqueles que os possuem possam ser abençoados em sua vida particular e sejam abençoadores dos que estão próximos.

Falsos profetas existem em grande número e precisam ser contestados quando se propuserem a falar para a Igreja.

O verdadeiro profeta não procura conseguir informações sobre as pessoas, a profecia vem pela comunhão com o Espírito Santo. Uma profecia pode antecipar um acontecimento que, sendo de Deus, terá o cumprimento a seu tempo.

Caso seja uma profecia da mente, ela se diluirá e, sendo da parte do inimigo, poderá ser impedida com orações de autoridade. Para isso é necessário o uso do discernimento.

A essência da verdadeira profecia está na fé e certeza da verdade divina e da inspiração do Espírito Santo em todos os níveis, físico, mental e espiritual.

O homem que provou o novo nascimento, está despojado de si mesmo e revestido do novo homem.

 

“... já vos despistes do velho homem com seus feitos, e vos vestistes

do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a

imagem daquele que o criou”.  Colossenses 3:9b-10.

Ler Filipenses 2:3-11 e Gálatas 3:26-29.

 

      O verdadeiro profeta é aquele que quando está enfraquecido, sabe que em Deus encontra força, porque já tomou posse das verdades eternas e possui promessas de fortalecimento.

 

“A minha carne e o meu coração desfalecem; mas Deus é a fortaleza do meu coração,

e a minha porção para sempre”. Salmos 73:26.

 

      O profeta com um ministério precisa alcançar a vitória sobre o mundo e a vitória sobre si mesmo.

A Bíblia diz que:

enganoso é o coração do homem mais, do que todas as coisas,

e perverso: quem o conhecerá?. Jeremias 17:9.

 

O profeta estará sempre atento para discernir entre:

      A mente espiritual e a mente racional.

      O zelo pela manifestação da Glória de Deus e o desejo egoísta de um sucesso pessoal.

      A submissão ao julgamento de Deus e a satisfação de possuir um dom ou de ser usado como profeta.

      Falar a Palavra de Deus e expor seus pensamentos.

Todo profeta está sujeito aos problemas existenciais comuns a todos. Não é imune às tentações.

Os que foram usados por Deus para a operação de maravilhas, no passado, eram pessoas comuns, sujeitos às mesmas fraquezas e fracassos.

Elias serve como um exemplo desta verdade. Ler o texto sobre Elias em Tiago 5:17-18.

 

Por esses motivos, o crente deverá estar sempre em comunhão com Deus, buscando as curas e as respostas que precisa para suas ansiedades, lutas, medos, tentações, insegurança, dificuldade em perdoar...

 

Quando o servo gastar tempo para ouvir a voz de Deus; quando ele puder orar diante da Igreja, como se estivesse sozinho no seu quarto, estará estabelecida a comunhão com o Pai, e nada mais poderá separá-lo do amor de Deus.

 

Enquanto abrigarmos lamentações e queixas contra a vida, e formos ansiosos e impacientes, é porque ainda estamos tão envolvidos com a nossa humanidade que não conseguimos permanecer “assentados nos lugares celestiais”.

 

Objetivos da Profecia:

 

O dom de profecia tem um propósito especial:

edificar, consolar e exortar”.  I Coríntios 14:3.

 

      Edificar: É construir um edifício com bases sólidas.

A Igreja de Jesus está sendo edificada através dos séculos, sobre a Rocha fundamental: Jesus Cristo é o Filho de Deus. Essa verdade é a sustentação da Igreja através dos séculos.

A profecia, em concordância com a Palavra de Deus, é base para o fortalecimento da fé e da esperança da Igreja.

      Consolar: É aproximar-se de alguém que precisa de conforto, de ajuda, de orientação e defesa, e amenizar o seu sofrimento. É chorar com os que choram. É a preocupar-se com o caminhar de alguém. É transmitir luz, alegria e paz.

 

Porque todos podeis profetizar, uns depois dos outros; para que todos aprendam e

todos sejam consolados”. “Que nos consola em toda a nossa tribulação,

para que também possamos consolar”. I Coríntios 14:31 e II Coríntios 1:4.

 

      Exortar: É chamar a atenção de alguém, que esteja errado, com a intenção de mostrar-lhe a verdade.

 

Ser profeta é possuir um dos dons que Cristo concedeu à Igreja.

 

“Ele mesmo deu uns para apóstolos, outros para profetas, outros

para evangelistas, outros para pastores e doutores,

querendo o aperfeiçoamento dos santos, para

a obra  do ministério, para a edificação do

corpo de Cristo, até que todos cheguemos a unidade da fé,

ao conhecimento do filho de Deus, a varão perfeito,

à medida da estatura completa de Cristo”. Efésios 4:11-13. 

 

As Três Fontes Possíveis:

 

      O Espírito Santo:

 

“O espírito do Senhor falou por mim e a sua palavra

esteve em minha boca”. (Davi). II Samuel 23:2. 

 

“... disse-me o Senhor: Eis que ponho as minhas

palavras na tua boca”. Jeremias 1:9.

 

“... e veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam

línguas e profetizavam”. Atos 19:6.

 

      Profecia de Ágabo, quando tomou a cinta de Paulo e ligou seus próprios pés e mãos:

 

“Isto diz o Espírito Santo: Assim ligarão os judeus, em Jerusalém, o varão de quem

é esta cinta, e o entregarão nas mãos dos gentios...”. Ler Atos 21:10-14.

 

      Espíritos imundos e mentirosos:

 

“Quando vos disserem: consulta os que têm espírito familiares

e os adivinhos que chilreiam e murmuram entre os dentes;

não recorrerá um povo ao seu Deus? a favor dos vivos,

interrogar-se-ão os mortos”. Isaías 8:19.

 

“... Eu sairei e serei um espírito de mentira na boca

de todos os seus profetas”. Reis 22:22.

 

... Estes homens que nos anunciam o caminho da salvação,

são servos do Deus Altíssimo”. Atos 16:17.

 

 

      A mente humana:

“Não deis ouvidos às palavras dos profetas, que entre vós profetizam;

ensinam-vos vaidades; falam da visão do seu coração,

não da boca do Senhor”. Jeremias 23:16.

 

“... profetiza contra os profetas de Israel que são profetizadores,

e dize aos que só profetizam o que vê o seu coração:

ouvi a Palavra do Senhor... Ai dos profetas loucos,

que seguem o seu próprio espírito

e as coisas que não viram!. Ezequiel 13:2-3.

 

      O grande segredo para manter puro esse dom espiritual, é conservar o equilíbrio entre a fé e a fidelidade às Escrituras,

 

examinando tudo e retendo o bem”.I Tessalonicenses 5:21.

 

Não se deve reprimir o dom da profecia, porque seria negar a expressão, a comunicação do próprio Deus e a sua manifestação através das pessoas e da Igreja.

É necessário manter a pureza da comunhão entre o “vaso de barro e o oleiro”, entre o profeta e Deus, para sermos capazes de ser usados por Ele como canal.

 

“Não se deve permitir a qualquer pessoa ministrar como profeta na Igreja, a menos que os irmãos conheçam totalmente a sua vida, sua doutrina e o seu testemunho”.

Citado por Dennis e Rita Bennet.

 

Cuidados:

Profecias futuristas, de previsões pessoais ou de direção para a Igreja, não devem ser aceitas sem a testificação de Deus e o julgamento da Igreja.

É preciso esperar a testificação, por outras testemunhas.

Jesus, em suas palavras, apresentou sempre a verdade.

 

A recomendação de Deus para o homem, desde o princípio da vida na terra, é fé e obediência à Sua Palavra: o conteúdo da Lei de Moisés, os escritos dos profetas, o Sermão do Monte, as Palavras de Jesus e a direção deixada pelos apóstolos.

 

“Não fareis conforme a tudo o que hoje fazemos aqui, cada qual tudo o que bem

parece aos  seus olhos”. Deuteronômio 12:8.

 

“Guarda-te, que não ofereças os teus holocaustos em todo o lugar que vires;

mas no lugar que o Senhor escolher...”. Deuteronômio 12:13-14a.

Exemplos de transgressão da Palavra de Deus:

      Caim ofereceu um sacrifício a Deus conforme o seu próprio pensamento, desprezando o mandamento de Deus. Gênesis 4:3-7 e I João 3:12.

      Nadab e Abiú ofereceram fogo estranho no altar. Ler Levítico 10:1-11.

      Coré, Datã e Abirão, líderes do povo, comandaram uma rebelião contra Moisés e Arão. Ler Números 16:1-35.

      Uzá morreu por tentar salvar a arca. II Samuel 6:5-8; I Crônicas 13:7-14 e I Crônicas 15:2e11-15.

 

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