Lição 14

 

III- DONS DE  INSPIRAÇÃO

 

LÍnguas

(Continuação)

 

RecomendaÇÕes:

      Este dom deve ser usado sempre com sabedoria e discernimento, e nunca por hábito, porque se tornaria inútil.

      Evitar usar em cultos públicos sem que haja intérprete.

      Quanto mais usado, tanto mais será aperfeiçoado.

      Cuidado com as vãs repetições. Uso de uma só expressão durante longo tempo. Atenção para não ficar repetindo termos e expressões ouvidas dos outros (imitação).

A recomendação de Jesus, em relação à oração, deve ser aplicada em relação às línguas, porque elas, também, são orações.

 

“E, orando, não useis de vãs repetições...”. Mateus 6:7.

 

      Estimular as pessoas a receberem o dom de línguas, já que no batismo, disse as primeiras letras, alguma palavra ou frase.

 

Utilidade do uso do Dom de Línguas:

      Louvor e adoração em cânticos pessoal e congregacional;

      Edificação particular, intimidade com Deus;

      Durante a intercessão por pessoas, acontecimentos e pela nação, expressões de louvor em línguas;

      Um clamor, um pedido de socorro, entremeados com louvores em línguas;

      Garante a certeza da presença de Deus para proteção, ensino, edificação e livramento.

 

Cânticos Espirituais:

“Falando entre vós em salmos, e hinos e cânticos espirituais;

cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração...”.

Efésios 5:19-21. Ler Colossenses 3:16.

 

Ao surgir um cântico espiritual, o grupo deve ficar em silêncio, com atenção para que a Igreja seja edificada.

Pode haver uma interpretação se for um cântico acompanhado de línguas. Também pode ser individual ou em conjunto, duas pessoas cantando, como num dueto, três, como num trio, ou mais pessoas, como num coral.

A Igreja também é abençoada com cânticos no vernáculo.

 

As Línguas e o Batismo com o Espírito Santo:

 

O batismo com o Espírito Santo é uma experiência que pode acontecer no momento da conversão ou do batismo nas águas. Na maioria das vezes, acontece algum tempo após o batismo. A conversão, o batismo nas águas e o batismo com o Espírito, são experiências separadas que se completam.

 

O livro de Atos dá três exemplos em que as línguas estranhas são a evidência de que alguém recebeu o batismo com o Espírito Santo.

      No dia do Pentecostes, quando todos falaram em línguas desconhecidas. Atos 2:4.

      Alguns dias depois, convidado a pregar perante Cornélio e um grupo de pessoas, pagãos se converteram e falaram em línguas louvando a Deus. Atos 10:45-46.

      Em Éfeso, anos após, homens que tinham sido batizados por Apolo, no batismo de João, foram batizados em nome de Jesus. Paulo impôs as mãos sobre eles e todos falaram em línguas e profetizaram. Atos 19:1-7.

 

      O revestimento com o Espírito é um acontecimento separado da conversão e do batismo nas águas, ainda que muitas vezes, possas estar juntos. O livro de Atos registra dois exemplos onde não são mencionados:

      Pedro e João foram enviados, pelos apóstolos, a Samaria. Ali, oraram e impuseram as mãos sobre os samaritanos e eles receberam o Espírito Santo.

Pode-se perfeitamente deduzir que a perplexidade de Simão, ao querer comprar o dom de imposição de mãos, teria sido por ter ele presenciado algo diferente, e isso, bem poderia ter sido o falar em línguas estranhas. Atos 8:14-17.

      Ananias impôs as mãos sobre Paulo, para que recebesse o Espírito Santo. Atos 9:17-18.

Mais tarde, vemos o depoimento de Paulo sobre línguas estranhas, em suas cartas às Igrejas.  Ler I Coríntios 14.

      Este dom é ilógico, incompreensível?

      Lembre-se de que “Deus usa as coisas “loucas” para confundir as sábias; as coisas fracas para confundir as fortes”.

“Os meus pensamentos não são os vossos

 pensamentos nem os vossos caminhos

 os meu caminhos”. Isaías 55:8

 

      A atuação de Deus está muito além do que podemos planejar, fazer ou pensar.

Este dom é tão importante e útil que satanás o imita.

 

      O dom precisa ser usado para ser aperfeiçoado e não ser desprezado por falta de fé ou de exercício.

      Precisa também ser disciplinado, para que haja ordem no culto, como o registro de Paulo:

“E os espíritos dos profetas estão

sujeitos aos profetas”. I Coríntios 14:32.

 

Então, há um domínio da pessoa sobre suas emoções, contudo, reconhecemos que há momentos em que sobrevém sobre o povo um poder e uma tão grande bênção que revelam a manifestação e a glória de Deus.

É como se vivêssemos um ambiente dos céus na terra.

Quem já provou sabe; quem lê entenda!

 

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