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Lição 12

 

REFORMA

 

A reforma foi um movimento resultante de uma multiplicidade de fatores políticos, sociais e econômicos. Os governantes se opunham ao internacionalismo político do papado. A classe média nascente, tinha seu progresso bloqueado pelo ultrapassado sistema feudal. A Igreja Católica era a fortaleza de tal sistema e precisava ser atacada, por outro lado, a nobreza tinha interesse em confiscar as terras da Igreja e da burguesia. O humanismo também exerceu sua influência com sua crítica à Igreja.

 

SITUAÇÃO DA IGREJA NO PERÍODO

ANTERIOR À REFORMA

 

A verdade fora substituída por preceitos e tradições.

Era o paganismo com o rótulo de cristianismo. As verdades das Escrituras não eram ensinadas ao povo, culto em latim, leitura da Bíblia proibida, falta de explanações sobre a Palavra de Deus. Os rituais tomaram o lugar da fé verdadeira, o clero como mediador entre Deus e os homens.

 

Corrupção e imoralidade do clero, domínio político e econômico da Igreja, profanação do santo, desrespeito aos mandamentos, templos e vestes aparatosos. Povo enganado com promessas de divertimentos públicos, cheios de medo e superstição, medo de Deus e dos sacerdotes, culto a imagem, etc.

Indulgências. Perdão adquirido pela compra de documentos cujo preço variava de acordo com a espécie de pecado.

·       Perdão dos pecados das almas no purgatório.

·       Perdão dos pecados futuros (perdão por antecipação)

Comércio dos bens espirituais, pecado de Esaú praticado: Hebreus 12:16-17.

Pecado de Simão - desejado: Atos 8:18-20.

Tetzel o principal na venda proclamava: “Tão logo o dinheiro no cofre cair, a alma do purgatório irá fugir”.

Objetivos da venda: Término da Basílica de São Pedro.

Papa da época: Leão X.

 

·       Vozes dos que clamam no deserto: “7.000 fiéis preservados”

Com todos os desmandos da Igreja, havia sempre aqueles que testemunhavam seu descontentamento. Eram considerados hereges. Julgados pelo tribunal da Santa Inquisição, ficavam mantidos presos ou eram levados à morte.

 

·       Albigenses e Valdenses: Pregavam contra a imoralidade do clero, o culto a mortos e a imagens, rejeitavam a missa e o purgatório. Tinham a Bíblia como regra de fé e conduta. Procuravam viver em pureza.

Fixados na França, Itália e Espanha.

Massacrados por Cruzadas e pela Inquisição.

 

·       João Wyclif e João Huss: Lideravam movimentos contra a dominação do clero, contra a autoridade do papa e contra doutrinas antibíblicas como a transubstanciação. Defendiam a leitura da Bíblia pelo povo. Foram condenados à morte pelo concílio de Constança em 1414.

 

·       Savonarola: Enforcado e queimado em Florença. 1498.

 

·       Lutero: Homem usado por Deus para liderar o movimento que foi o estopim da fogueira das reformas geradas em função da nova mentalidade religiosa, isto é, todas as transformações sociais políticas e econômicas exigiam mudanças ideológicas e foi na Reforma protestante que encontraram ponto de apoio. 1483 - 1546.

 

Aos 20 anos, Lutero, na Universidade, descobre uma Bíblia em latim e começa a ter contato com a verdade, confrontando a situação da Igreja com suas inovações pagãs, imoralidades, etc...

 

Em 1505, formou-se em teologia e filosofia .

Neste período de sua vida, uma grave enfermidade, a morte de um amigo íntimo e ainda, dois acidentes nos quais quase perde a vida, fazem com que Lutero decida ingressar no convento onde esperava encontrar a paz. Pensava que precisava ser mais piedoso para conquistar a graça de Deus.

 

Ainda não conhecia o Deus reconciliado em Cristo. Foi Frei e mais tarde Monge. Em Witemberg, torna-se professor na Universidade e pregador na capela do Mosteiro e depois na Catedral da cidade.

 

Suas pregações atraíam o povo, pois ele falava de maneira diferente do que o povo era habituado a ouvir. Multidões vinham ouvi-lo apontar Cristo ao pecador. Desde os tempos de estudante sua consciência lutava contra os ensinos da Igreja.

Torna-se respeitado e conhecido como pregador. Continua a se aprofundar no estudo da Bíblia, analisando-a em classe com os alunos. Fez exposições do Saltério e das Epístolas aos Romanos, Gálatas, Hebreus e Tito. Sempre teve preferência pelos Salmos.

 

“Se quiseres ver a Santa Igreja Cristã pintada em cores vivas e

em miniatura, toma o Saltério e terás diante de ti um espelho

a te mostrar o que é a cristandade. Cada cristão que pretende orar e

ser piedoso, devia considerar o Saltério seu livrinho especial.

Cada cristão deveria tornar-se tão familiarizado com ele que

o soubesse de cor, palavra por palavra,

para que toda vez que tivesse de dizer

ou fazer alguma coisa pudesse citar

um versículo como máxima”.

 

Em 1517 o comércio das indulgências influenciara também congregação de Wittemberg. Tetzel instalara sua “tenda de reconciliação entre Deus e os homens” em cidades próximas, para onde o povo desorientado corria. Paroquianos insatisfeitos exibiam indulgências a Lutero.

 

Em outubro de 1517 Lutero fixa na porta da Igreja de Wittemberg suas 95 teses contra as inovações da Igreja, mas principalmente condenando a venda das indulgências.  Através de folhetos distribuídos por toda a Europa, convida a todos os que quisessem assistir a defesa das suas teses, que comparecessem a Wittemberg.

 

Lutero confiava receber o apoio do papa pelo fato de revelar os abusos do tráfico de indulgências.

Lutero pretendia uma reforma na Igreja, acreditava na inocência do papa, mas Leão X o excomunga em 1520. Lutero queima a bula de excomunhão em praça pública.

O domínio político econômico exercido pela Igreja em todo o mundo era contestado por muitos príncipes que apoiaram o movimento religioso da Reforma.

 

A cristandade se divide com a Reforma. Uns aceitam as verdades proclamadas. A Inglaterra, a Grécia separam-se de Roma, fazendo suas reformas à parte de Lutero.

 

Princípios fundamentais da Reforma

·       Supremacia da fé sobre as obras;

·       Supremacia da Bíblia sobre a tradição;

·       Sacerdócio Universal dos fiéis.

A reforma defendia a liberdade de consciência em oposição à Igreja Romana que ditava o que se devia crer ou pensar.

A reforma defendia o livre exame da Bíblia que a Igreja proibia.

A invenção da imprensa (1455) favoreceu muito a divulgação dos pensamentos de Lutero e de outros reformistas por toda a Europa. Facilitou também, o acesso da população à Bíblia.

O primeiro livro impresso foi a Bíblia.

 

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