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Lição 13

 

REFORMA

(Continuação)

 

CONTRA-REFORMA

A Inquisição tenta esmagar a Reforma

 

 O  avanço da Reforma e o desejo de mudança, determinou uma reforma de caráter moral dentro da Igreja Católica, contra imoralidade e corrupção do clero, manteve bases doutrinárias.

 

Foi fortalecida pelo trabalho dos jesuítas (leais ao papa, com obras missionárias e educacionais importantes e influentes).

Usou da repressão pela força: a Santa Inquisição (contra-hereges) e o Index (contra a literatura da reforma, estabeleceu listas de livros permitidos).

“Zelo em combater o Protestantismo”.

 

De 1540 a 1570 (30 anos) foram mortos cerca de 90.000 crentes.

Na noite de 24 de agosto de 1572, na França houve o massacre de 70.000. Conhecida como a noite de São Bartolomeu. O papa comemora o acontecimento mandando cunhar moeda comemorativa e celebrando missa.

 

Guerra dos 30 anos (1618 - 1648).

 

O nome, protestante, vem do protesto contra a resolução dos inimigos da Reforma na Dieta de Espira. Resolução: “Nenhuma corte poderia permitir a introdução da Reforma nos seus domínios, sendo proibidas conversões do catolicismo ao luteranismo”. Os príncipes evangélicos e 14 cidades protestaram contra esta resolução.

 

PÓS-REFORMA

 

Em 1523 a Verdade Bíblica já havia sido restaurada no mundo, passando as fronteiras do país, onde o pensamento reformista se levantou.

 

Lutero traduz a Bíblia para a linguagem popular, escreve livros de orientação e instrução religiosa e doutrinária. Catecismo Maior para pastores e líderes; Catecismo menor para Jovens e crianças, e outros.

 

Houve mudança no estilo de celebração do culto com participação ativa da congregação. Lutero introduz o canto congregacional, sendo ele mesmo, compositor de muitos hinos despertando, também, a vocação de poetas e compositores sacros. O primeiro hinário continha 32 cânticos dos quais 24 eram de autoria de Lutero.

 

A reforma, entretanto, não foi perfeita em suas obras, persistindo em manter tradições da Igreja de Roma, por conveniência dos príncipes, que davam seu apoio político a Lutero, mas não aceitavam mudanças nos rituais e no formalismo a que já estavam acostumados.

 

Resistiam a reformas espirituais, mas a apoiavam politicamente, pois só assim se libertariam do domínio de Roma. Assim, além do batismo infantil (os príncipes jamais se submeteriam a novo batismo já que a maior parte deles recebera o batismo infantil), foram preservados os rituais, a liturgia, os paramentos derivados da Igreja de Roma, refletindo na Reforma, os ecos de Babilônia e não da Igreja Primitiva.

 

Apocalipse 3:1-6 registra a carta à Igreja de Sardo, representativa da Igreja da Reforma, de grande importância no Plano de Deus, mas que “guardou os despojos” retardando a operação de Deus, no mundo.

 

É chamada de Igreja morta, porque suas obras não foram achadas perfeitas diante de Deus. A Igreja que substitui a experiência espiritual verdadeira por uma aparente espiritualidade, não possui a vida, é um corpo sem o espírito, portanto morto; será surpreendida “não sabendo a hora da Volta do Senhor”. (v. 3).

 

MOVIMENTOS REFORMISTAS

INDEPENDENTES DE LUTERO

 

Alguns países se desligaram de Roma, tornando-se independentes do Papa e de Lutero por discordância da política administrativa e pontos doutrinários.

 

Inglaterra: Nesse país, a Reforma tomou características diferentes de todo o resto da Europa. O Rei, Henrique VIII, rompeu com o papa por questões políticas e pessoais. Surge a Igreja Anglicana que mais tarde sofreu influência de outras denominações européias.

 

Grécia: A Igreja Católica Ortodoxa Grega, não chegou a sofrer os efeitos da reforma porque, com a tomada de Constantinopla pelos turcos em 1453, o cristianismo ficou sujeito ao governo islâmico. A fuga dos intelectuais gregos causou o enfraquecimento da Igreja.

Atualmente, a Igreja grega tem sede em Constantinopla (Istambul), com seu patriarca sem poderes.

 

Rússia: A Igreja Oriental Russa data do século XV formada pelo Império Russo dos Czares, independente de Roma.

 

OUTROS REFORMADORES

 

·         Ulrico Zwinglio:

Foi o iniciador da Reforma na Suíça. Quando o movimento explodiu na Alemanha, a Suíça também se levanta com força contra a Igreja de Roma. Como Lutero, Zwinglio era também um padre, porém, mais radical, desejava uma Igreja completamente livre da velha estrutura. Foi morto em 1531 numa guerra civil entre católicos e protestantes.

Em reunião com outros reformadores ligados a Lutero, houve a separação de Zwinglio devido a discordância quanto ao significado da Santa Ceia. Dentre os 15 pontos propostos e discutidos, concordaram com 14, mas não puderam chegar a um acordo quanto à Ceia. Lutero não aceitando a relutância de Zwinglio, disse-lhe que não poderiam caminhar juntos, pois não partilhavam da mesma Comunhão.

 

Discordância: Lutero dizia que a substância do corpo e sangue de Cristo coexistiam com o pão e o vinho (consubstanciação).

 

Zwinglio aceitava a Ceia como um meio de receber a bênção espiritual da presença de Cristo (memorial).

 

·         João Calvino:

 Possuía excepcional capacidade de organização e administração; conceituado entre intelectuais da Europa, características que o destacaram como figura relevante do movimento reformador.

 

É considerado um dos maiores teólogos da Igreja Protestante. Seu livro, “Institutas da Religião Cristã”, publicado em 1536, quando Calvino tinha 27 anos, é considerado como regra básica da doutrina protestante.

 

Seu maior trabalho concentrou-se em Genebra, Suíça, mas exerceu influência na França, Alemanha, Escócia, Países Baixos (Holanda e Bélgica) e na Inglaterra.

 

Em Genebra, organizou uma comunidade cristã modelo, reorganizou o sistema educacional, elaborou leis cívicas com base na moral bíblica. Genebra constituiu-se, o centro de formação de líderes da reforma.

 

Erros de Calvino: Perseguição aos inimigos: exilou Castellion e mandou executar Miguel Servet e Jacques Gruet.

 

·         JoÃo Knox:

Foi líder da Reforma na Escócia. Foi amigo de Calvino de quem recebeu influência. Sob a orientação de knox, a Igreja Escocesa adotou uma declaração de fé, uma forma de governo e uma liturgia própria, independentes de qualquer outro reformador.

Foi líder político e religioso poderoso, até a sua morte em 1572. Conseguiu que o parlamento escocês adotasse o presbiterianismo como religião nacional.

 

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