Lição 15
DENOMINAÇÕES
(Continuação)
DESPERTAMENTO ESPIRITUAL DO SÉCULO XVIII
Dois
séculos após a Reforma, as Igrejas eram caracterizadas por um formalismo sem
vida, influenciada pelo Racionalismo e pela grande abertura intelectual da
época.
O
pensamento religioso estava
em conflito. As Igrejas
se mantinham estagnadas, com
o medo de prosseguir. A organização estava sem vida; O Corpo sem a direção do
Espírito.
O
maior despertamento da história da Igreja Cristã
ocorre nesta época.
Em
1726 as denominações históricas, já instituídas, foram abaladas em suas
estruturas e o avivamento espiritual varreu a Europa e a América do Norte,
durante um espaço de 50 anos.
O
avivamento passou por diversas fases, em vários lugares, com maior ou menor
intensidade, à medida que homens eram levantados, com Poder do Espírito, unção
na Palavra, mas ainda, sem o entendimento a respeito do Batismo com o Espírito
Santo.
Nesse
período, grupos para-eclesiásticos, formavam-se por não se conformarem com a
situação de frieza que caracterizava as denominações tradicionais, participando
ativamente, do movimento que marcou o século XVIII.
Destacamos
entre esses grupos:
Os Morávios: Originário da Boêmia, o movimento Moraviano foi resultado do movimento hussita do princípio do século XV.
Depois
do martírio de John Huss, seus seguidores foram
dispersos e divididos em pequenos grupos independentes chamados “Os irmãos” em
1457.
Rejeitando
qualquer ligação com a Igreja de Roma, estabeleceram sua própria hierarquia,
exercendo papel preponderante na Reforma.
Por
ocasião da Guerra dos Trinta Anos, no século XVII, (
1618 a
1648), foram perseguidos
e, novamente se dispersaram, sobrevivendo sob a proteção de bispos influentes,
ou através de pequenos grupos, em lugares secretos.
Ressurgem,
no século XVIII, com nova força, sendo, então, unificado o movimento, em 1727,
data que ficou marcada como comemorativa do nascimento da Igreja Moravia
Renovada. Mais uma vez são perseguidos, concentrando-se numa propriedade do
Conde Zindendorf na Saxônia, Alemanha, em 1737. Zinzendorf era Bispo da Igreja, muito respeitado
publicamente, assim, organizou o movimento abrigando refugiados de países
diferentes e, também de diversos pensamentos religiosos.
Rejeitando
qualquer autoridade além da Bíblia, influenciaram com grande força, o
avivamento espiritual do século XVIII enviando missionários por todo o mundo, durante
um período de 100 anos.
Seus
princípios baseavam-se na liberdade pela consciência, rigorosa disciplina
pessoal, prestação de serviços ao próximo, como demonstração de fé, e ainda,
simplicidade no culto e vida de santidade exercitada através da prática de
servir.
Sua
crença era que, a única maneira de o servo de Deus, compensar o sacrifício de
Cristo na Cruz, era alegrá-lo, trazendo-lhe almas.
Baseavam
seu modo de vida simples e de serviço em Isaías 53:3-12.
“O trabalho da sua alma, verá e ficará satisfeito”. Isaías. 53:11.
Fundaram
escolas, publicaram livros e literaturas religiosas, traduziram a Bíblia para a
língua Tcheca, espalharam-se por todo o mundo: Índia, África, Ásia, América,
Polônia, Groelândia e outros países da Europa.
Em
100 anos, os Morávios enviaram mais missionários do
que em 200 anos todas as Igrejas tradicionais juntas.
O
século XIX é marcado pelo surgimento dos movimentos missionários que se
organizavam a partir do avivamento do século XVIII. Após a consciência
missionária dos Moravianos surgiu, em
1792, a
Sociedade
Missionária Batista, na Inglaterra, tendo
em Guilherme Carey
,
seu fundador e primeiro missionário no oriente, onde por 30 anos foi professor
de literatura oriental em Calcutá, Índia.
Em
1811, forma-se a Junta Americana de Comissionados para Missões Estrangeiras na
América do Norte, Massachusetts.
Outras
sociedades foram sendo formadas e, logo, o exemplo dos batistas foi seguido por
outras denominações.
Passados
alguns anos, cada Igreja tinha sua própria Sociedade de Missões e enviava seus
próprios missionários.
Atualmente,
tem sido despertada, nas Igrejas do Brasil, uma nova consciência missionária.
Até metade do século XX, recebíamos missionários, hoje, a Igreja brasileira tem
produzido e mantido seus próprios missionários em diversos países do Oriente,
na América Latina e até na Europa.
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