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Lição 16

 

MOVIMENTO PENTECOSTAL E AVIVAMENTO

 

  É um movimento moderno que se desenvolveu fora do Evangelho tradicional, no início do século XX, nos Estados Unidos, simultaneamente numa Escola Bíblica dirigida por um Ministro Metodista, Charles Parham, e numa Igreja de negros na Califórnia dirigida por Seymor. Esse último ficou conhecido como o avivamento da Rua Azuza de Los Ângeles, pela forte repercussão em todo o país e fora dele.

 

Em dez anos o fenômeno se espalhara por todo o mundo em proporções gigantescas, sem que houvesse uma liderança reconhecida como responsável pelo movimento que se levantava espontâneo em todos os lugares.

 

O movimento pentecostal é mais do que um reavivamento; é uma revolução comparável à Reforma que atinge as estruturas da Igreja histórica. À semelhança da época da Reforma, havia por todo o mundo, grupos de cristãos, inconformados com o tradicionalismo e a frieza das Igrejas organizadas. Assim, a descoberta bíblica do uso dos dons e do “falar em línguas” encontrou eco naqueles corações ansiosos por uma renovação do Espírito.

 

Durante 50 anos, os pentecostais foram considerados como um povo à parte, já que seus princípios e doutrinas sobre os dons espirituais se chocavam com o pensamento que vigorava entre as Igrejas reformadas.

A reforma considerava que a manifestação do Espírito Santo, através dos dons e do Batismo com o Espírito Santo com evidência de falar em outras línguas, como registro do livro de Atos, eram manifestações próprias da Igreja Apostólica não ocorrendo mais após o primeiro século.

 

Com esse pensamento, as estruturas fixas da Igreja, impediram uma mobilidade na organização, até ao ponto em que, Deus pessoalmente, revelou a um grupo de servos sinceros e que buscavam e criam na realidade do que estava escrito na Palavra de Deus. Marcos 16:16 a 18 e, no livro de Atos, ver todas as passagens referentes ao batismo no Espírito e dom de línguas. Atos 2:4; 8:14-17; 9:17-18; 10:44-46 e 19:6.

 

Os pentecostais sofreram perseguições por parte tanto de Católicos, como de Protestantes que os consideravam hereges. Igrejas eram queimadas em alguns lugares, eram apedrejados e tinham suas reuniões interrompidas.

No Chile, um jornal moveu um processo crime contra um pregador, acusando-o de dar ao povo “uma bebida perniciosa chamada sangue do cordeiro que causa letargia nas pessoas que depois de tomá-la, caiam ao chão”.

 

As Igrejas acusavam aos pentecostais de possuírem uma Bíblia com traduções distorcidas, pois enquanto Jesus ordena a Pedro “apascenta os meus cordeiros” os pentecostais “furtavam os cordeiros” de outros rebanhos, numa referência ao grande número de pessoas que estavam saindo das Igrejas tradicionais, crendo e desejando as bênçãos da novidade pregada e praticada, sobre o uso dos dons.

Sociólogos estudaram o problema, sem conseguir descobrir o misterioso poder de vida desse movimento, onde as pessoas se reúnem e cantam com palmas e alegria e existe uma manifestação de poder indiscutível.

 

Inicialmente, o movimento rejeita a organização excessiva, a fim de manter a espontaneidade do trabalho e a responsabilidade da iniciativa pessoal.

 

Entretanto, com o passar do tempo, e o crescimento do movimento, surgem três ramos principais:

Assembléia de Deus.

Assembléia Pentecostal.

Igreja de Deus.

Hoje, outras sub-divisões e novas organizações já existem.

 

Observação: Assim como na reforma, o movimento pentecostal também sofre a influência dominadora do homem e transforma-se na maior denominação do mundo, mas, com a organização maior do que o organismo.

Um movimento que se inicia com a mobilização do Espírito, quebrando velhas estruturas, acaba se fechando hermeticamente dentro de seus próprios limites, estabelecidos pelo homem.

O trabalho do Espírito Santo fica restrito ao espaço que lhe é oferecido pelo homem. Não há invasão por parte de Deus. Sendo assim, tantas e tantas vezes, a história se repete, até que o Espírito possa concluir a obra determinada por Deus.

 

A sensibilidade dos servos, à direção do Espírito, é uma necessidade básica, para que o Espírito possa conduzir a Igreja. Caso contrário, a organização vai prevalecendo sobre o organismo, até à maturidade do Corpo de Cristo, quando então, Deus poderá concluir sua obra. A noiva estará pronta para o casamento. O organismo alcançou a vitória sobre a organização. A Igreja é vencedora porque Deus cumprirá tudo o que está escrito em sua Palavra.

No Brasil o movimento pentecostal em 1910 se iniciou no Pará com o missionário sueco, Gunnar Vingrem.

 

O segredo do rápido crescimento das Igrejas pentecostais no Brasil está na ação do Espírito e no elemento renovador de sua pregação, bem como na compreensão e dedicação de seus seguidores na pregação do evangelho aos pobres. Se houver uma só Igreja no lugar menor e mais pobre de todo o território nacional, será certamente uma Igreja da Assembléia.

 

MOVIMENTO NEO-PENTECOSTAL

ou RENOVAÇÃO ESPIRITUAL

 

Na década de 1940, surge o movimento de Renovação Espiritual em todo o mundo, com mais abertura à ação do Espírito e mais liberdade em relação a usos e costumes rigorosos nas Igrejas Pentecostais.

 

Esse movimento causou divisão em quase todas as denominações tradicionais que não aceitam, em seus cultos, mobilidade na liturgia.

 

O uso dos dons, a expansividade no louvor, a alegria nos cânticos, o dom de línguas e o Batismo no Espírito, são as bases do movimento neo-pentecostal.

Atualmente observamos um incontável número de novas denominações organizadas a cada divisão de Igrejas ou a cada novos grupos organizados por pastores ou leigos.

 

A maior parte desses grupos concorda com os Pontos doutrinários das Igrejas Pentecostais Tradicionais: Batismo no Espírito; dons espirituais e autoridade absoluta da Bíblia; Interpretação da Bíblia pela própria Bíblia; Esperança da Igreja: Segunda vinda de Cristo e Milênio.

 

As mensagens desses grupos coincidem com a dos Pentecostais: Separação do mundo, santidade pessoal, comprometimento com Deus, espírito de oração e evangelização, busca constante de comunhão com Deus pela consagração, dedicação à leitura da Palavra, à oração.

 

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