Lição 04
AS LUTAS
Uma
das coisas que mais incomoda a Lúcifer é ver um homem ajoelhado em seu quarto,
com a disposição de orar e de louvar ao Deus Altíssimo.
É
certo que, todo aquele que se dispõe a orar metodicamente, enfrentará uma
batalha contra um inimigo invisível, que tentará fazê-lo desistir do seu
propósito. Esse inimigo conhece a importância e o valor da oração na vida de
uma pessoa, e não se afastará enquanto não conseguir atingir o seu objetivo ou
for vencido pela fé vitoriosa do servo de Deus.
As
lutas de natureza espiritual podem ser confundidas com dificuldades físicas e,
por isso tantas vezes, a pessoa desanima antes de utilizar o equipamento, para
enfrentar esta batalha nos lugares celestiais: a armadura de Deus para o
Cristão.
·
Uma dessas primeiras lutas é a incerteza sobre a
presença de Deus com as indagações mentais: “Será que Ele está aqui tão perto e
pode ouvir-me?” ou “Sou tão miserável que Ele não pode atentar
em mim.”. E
, ainda: “Hum!...
Parece que estou falando às paredes...”.
·
Se conseguirmos ultrapassar essa fase, começamos a ser
perturbados com a falta de um ambiente apropriado, silencioso, para um momento
tão importante do nosso dia. O ruído externo, o telefone, as conversas, a
alegria das crianças são motivos de distração. Outros fatores podem dar a idéia
de perda de tempo quando nos dedicamos a orar.
·
O horário apertado, o trabalho, a pressa, os afazeres,
o cansaço, a indisposição, um programa de TV, uma leitura atrasada, são
justificativas para fuga, técnicas da mente, sugestões de Satanás, impedimentos
de bênçãos pessoais para aqueles que desejam buscar a Deus em segredo.
·
Ainda temos de lutar contra uma indisposição física e
contra uma rebeldia natural de nossa mente contra Deus, herança dos tempos
remotos do Éden, ponto de origem de toda a soberba, angústia, solidão e
insatisfação do homem! Esta é a pior e a mais longa batalha... É você contra
você mesmo! É a luta chamada João versus João; Maria versus Maria, é você
através do seu espírito, tentando assumir a direção da sua vida contra seus
instintos que teimam em mantê-lo escravo do erro, do engano, da morte!O tempo
de duração desta luta é o tempo da vida terrena de cada um.
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Esta luta os patriarcas e os apóstolos enfrentaram e
venceram:
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A indecisão de Abraão demorando 70 anos em Harã, até tomar a resolução de caminhar até seu destino,
para atender ao chamado de Deus;
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O riso de Sara ao ouvir a notícia de que seria mãe na
velhice;
·
A recusa inicial de Jonas para anunciar a destruição
de Nínive;
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O desânimo de Elias em relação à perseguição sofrida
pela rainha Jesabel;
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A negação de Pedro;
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A incredulidade de Tomé;
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A dúvida de Jó a respeito da Justiça divina;
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O desânimo dos apóstolos no período entre a morte e a
ressurreição de Cristo.
Todos esses enfrentaram as lutas, caíram, mas não
permaneceram prostrados, olharam para o alto, superaram as crises depressivas,
conquistaram seus troféus, foram coroados como vencedores no Reino, e estão
assentados diante do trono de Deus, aguardando a apoteose final da Redenção!
A RESISTÊNCIA
Orações
que contenham afirmações de fé e certeza da presença de Deus, as declarações da
vitória de Cristo na Cruz, o despojamento da má vontade, a quebra das
fortalezas da mente, conduzindo os pensamentos cativos à obediência de Cristo,
ao mesmo tempo em que se toma posse da mente de Cristo, da unção do Santo, da
sabedoria do alto; são remédios que fortalecem a fé, são recursos que capacitam
o crente a resistir às investidas e a desbaratar as ciladas preparadas pelos
espíritos malignos.
A
perseverança na oração proporcionará, ao crente, a renovação de suas forças e,
também, curas e libertações de males físicos e psicológicos. Aquele que
perseverar como um soldado, que luta para vencer, vai alcançando vitórias
conforme as afirmações e as promessas bíblicas:
“Resisti ao diabo e ele fugirá de vós”.
Tiago 4:7.
Além
disso, a vitória já está garantida, porque foi conquistada por Jesus na Cruz,
por antecipação.
“... despojando
os principados e potestades,
os expôs
publicamente e deles triunfou
em si mesmo”.
Colossenses 2:15.
A VITÓRIA
Uma
pessoa, exercitada nas orações particulares, terá prazer em participar das
orações em conjunto, nos grupos de intercessão.
Individualmente
abastecido, o servo de Deus, terá sempre uma palavra de louvor e gratidão a
Deus, como também saberá consolar, exortar e edificar aqueles que o procuram.
Em
todas as situações, sejam consideradas boas ou más,
seu espírito estará de prontidão, brotando de seus lábios a adoração junto com
o pedido de socorro. O cristão maduro não mais questiona a justiça de Deus,
pois já foi convencido, pelo Espírito Santo, de que Deus é justo e que
“... ainda há razões a favor de Deus”.
Jó 36:2b.
“E sereis
consolados... e sabereis que não fiz sem
razão tudo quanto
tenho feito...”. Ezequiel 14:23.
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