Lição 06
TIPOS DE ORAÇÃO
O
modelo e a orientação servem como padrão, funcionam como uma alavanca a conduzir-nos a uma compreensão espiritual cada vez maior, e
a desejarmos uma renovação sempre constante. Renovação implica em
transformação, reciclagem, avaliação e, às vezes, a necessidade de mudar nossa
maneira de orar.
Modelos
não servem como talismãs ou como um “mantra”.
Declarações
repetitivas anulam o efeito da oração.
Consideraremos
os tipos de oração, com base na Oração do Pai Nosso, e na divisão de Paulo em
sua carta a Timóteo:
“... que se façam
deprecações, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens...
para que tenhamos
uma vida quieta e sossegada em toda a piedade
e honestidade”. I Timóteo 2:1-2.
·
Ação de graças e louvor;
·
Petição;
·
Intercessão;
·
Oração de Autoridade.
AÇÃO DE GRAÇAS E LOUVOR
Esse
é o conteúdo essencial da oração, porque, é a mais alta expressão do reconhecimento
da soberania de Deus e o maior tributo da criatura ao Criador.
Através
do louvor, é liberado o poder de Deus, porque nele está contida a submissão, o
temor e a obediência, condições para que o Espírito Santo possa atuar com
liberdade na vida do crente.
Louvar
sempre, em qualquer circunstância, opera a gratidão e levanta o ânimo, porque o
louvor é uma linguagem positiva.
Queixas
e lamúrias, na oração, exaltam a derrota, expõem a insatisfação do coração. São
empecilhos ao amadurecimento. Declarações negativas caracterizam falta de
reconhecimento da bondade, da misericórdia de Deus e impedem a pessoa de
compreender assuntos espirituais.
A
perseverança e o exercício da gratidão e do louvor produzirão satisfação e paz
interior porque, aos poucos, vai substituindo na mente a linguagem viciada da
murmuração pela linguagem positiva da gratidão e do louvor a Deus, por tudo o
que Ele é e por seus atos poderosos.
PETIÇÃO OU SÚPLICA
Este
é o tipo de oração mais usual.
Uma
criança, logo que aprende a orar, associa a oração a pedidos de bênção para si
mesma e para todos os familiares: “Abençoa papai, mamãe, vovó, vovô...”.
A
gratidão e o louvor são acrescentados mais tarde: “Obrigado pela comida, pelo
sono, pelas brincadeiras, pelos presentes, pelo dia, pelos coleguinhas...”.
A
petição produz intimidade com Deus, pois é através dela, que o filho se
aproxima do Pai, para apresentar-lhe as suas necessidades, com inteira
liberdade. Aos poucos, o crente vai provando a bondade de Deus, ao receber
soluções para os seus problemas, alívio para a ansiedade e consolo na tristeza
e na angústia.
A
petição aumenta a confiança em Deus e dá convicção, ao crente de que Deus o
ouve e está pronto a atendê-lo nas mínimas coisas.
A
petição também dá segurança e paz na medida em que o crente se exercita na
paciência e na perseverança e constata, em sua própria vida, o cumprimento das
promessas, pelas respostas que recebe.
Uma
petição está sempre condicionada ao perdão, conforme Jesus ensinou na oração do
Pai Nosso,
“… perdoa-nos
as nossas dívidas, assim como
nós perdoamos
aos nossos devedores”. Mateus 6:12.
“E, quando
estiverdes orando, perdoai, se tendes alguma coisa contra
alguém, para que
vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe
as vossas
ofensas; mas, se vós não perdoardes, também vosso Pai, que
está nos céus,
vos não perdoará as vossas ofensas”. Marcos 11:25-26.
“Sede uns
para com os outros benignos, misericordiosos,
perdoando-vos uns aos
outros, como também Deus
vos perdoou em
Cristo”. Efésios 4:32.
Enquanto
alguém guardar ressentimentos em seu coração, não poderá obter resultados. É
bíblico que cada um se reconcilie primeiro com seu devedor, antes de apresentar
suas petições.
Uma
petição, geralmente, é acompanhada de louvor e de gratidão.
Com
a experiência adquirida com a prática da oração, é quase impossível chegar-se à
presença de Deus, apenas com petições. Uma oração de um espírito voluntário é, primordialmente de um coração agradecido e cheio de
louvor para com o seu Senhor.
As
petições tornam-se secundárias.
Na
medida em que o crente se exercita na oração, aprenderá a discernir entre uma
necessidade real e uma que é aparente, verá também que as necessidades do
outro, são maiores que as suas, e mover-se-á, diante de Deus, em favor do
próximo.
Suplicando
por outros, o crente, verá o suprimento de Deus para o outro e para si mesmo,
encontrando as soluções e as respostas de que tanto necessita.
Verá
ainda a diferença entre a sua própria vontade e a vontade de Deus e, ao
constatar que Deus quer sempre o melhor para a sua vida, desejará viver de
acordo com a Sua providência diretiva, isto é, com o pensamento de Deus a nosso
respeito.
“Pedi, e dar-se-vos-á...”. Mateus 7:7a.
É
uma ordem acompanhada de uma promessa cujo cumprimento se dá pela intermediação
de Jesus Cristo e não por merecimento nem por obras.
“Quando vier
aquele Espírito de Verdade,
ele vos guiará
em toda a Verdade”. João 16:13a
O Espírito Santo está sempre
pronto a nos ensinar, a revelar a vontade de Deus para nós, a mostrar as
prioridades, a apontar o caminho que devemos tomar nas situações difíceis pelas
quais passamos, como também a corrigir nossos conceitos errados e preconceitos,
e até a mudarmos nossos valores relativos pelos absolutos, imutáveis eternos
valores celestiais.
|