Lição 08

 

TIPOS DE ORAÇÃO

(Continuação)

 

ORAÇÃO DE AUTORIDADE

 

Comecemos por examinar nossa maneira de orar. Somos, na maioria das vezes, fracos para orar sozinhos, e nem sempre estimulados a orar em conjunto por maior tempo. Os assuntos que colocamos, repetidamente, diante de Deus, tornam-se, a nossos ouvidos, sons desprovidos de sentido, discursos repetitivos. Parece-nos que falamos ao vento e, sentimos como se Deus estivesse bem longe e não ouvisse o nosso clamor.

 

E, quantas vezes ficamos a indagar - “Senhor, por que Te alongas? Por que não respondes? Minha fé está exposta diante das pessoas e não posso afirmar-lhes que Deus, realmente, ouve as orações”. Nosso questionamento é como um desafio lançado aos céus, semelhante aos que Jesus recebeu quando estava na terra:

 

“Se tu és o filho de Deus, lança-te daqui abaixo;

ou profetiza-nos: quem é o que te bateu!

 ou desce da cruz;”. Mateus 4:6, 26:68 e 27:42.

 

Antes de formularmos qualquer pergunta a Deus, deveríamos procurar saber o que nos leva a duvidar da Sua bondade, fidelidade e justiça. A verdade é que deve haver algo de errado no nosso relacionamento ou no nosso conceito a respeito de Deus. É a nossa fé que está em jogo; a nossa convicção sobre o novo nascimento, a certeza da salvação e de tudo o que seja relativo à vida espiritual, enfim, o que pensamos realmente a respeito do amor e da misericórdia de Deus. Creio numa realidade ou numa fantasia? Creio na autoridade e na verdade da Palavra de Deus?

 

Façamos uma avaliação da nossa vida cristã e verifiquemos se a nossa fé é genuína, se conhecemos a Deus experimentalmente ou cremos num Deus teórico, impessoal, distante. Se temos sido apenas convencidos da verdade ou se somos realmente convertidos. Certa vez, Jesus disse a Pedro:

 

“E tu, quando te converteres...”. Lucas 22:32.

 

Essa condicional foi feita após algum tempo de Pedro estar junto de Jesus, depois de já haver declarado que Jesus era o Cristo, o Filho de Deus. Então, Pedro ainda não se convertera?

 

Uma pessoa que provou o Novo Nascimento torna-se filho do Deus Criador, provedor e doador da Sua Vida aos homens.

O crente passa a ter direito a uma grande herança.

Entretanto, a maioria dos cristãos vive pobremente, sem saber, ou sem utilizar os bens a que tem direito. Parece um paradoxo, mas existem cristãos teóricos, intelectuais, dedicados, prestativos, cujo espírito não foi tocado por uma conversão verdadeira.

 

A Bíblia está cheia de promessas para os filhos de Deus, porém, algumas condições devem ser preenchidas, para que estas se cumpram em suas vidas.

 

Quantas pessoas se consideram vítimas das circunstâncias da vida e lançam a culpa da sua situação, nos outros, e, indiretamente, em Deus. “Afinal, eu não pedi para nascer!”, “Logo comigo? Eu, que sou cumpridor de deveres, não faço mal a ninguém, dou esmolas, não tenho vícios, não brigo por nada, sou amável, de bom gênio, amo a todo o mundo, amo a Deus...” Hum... Parece que já ouvimos alguém falando desse modo!

Sim, certo fariseu orava bem alto, para quem quisesse ouvir:

 

“Ó Deus, graças te dou, porque não sou como os demais homens,

roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes

na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo”. Lucas 18:9-14.

 

Se desejarmos com sinceridade, é certo que sairemos dessa posição errada de “vítimas de Deus ou da vida” em que nos encontramos, para alcançarmos o lugar que já é nosso, por direito adquirido por Cristo na Cruz.

 

Nesse lugar, chamado “regiões celestiais”, nos sentiremos seguros, sem nenhuma ansiedade ou preocupação.

Nesse lugar, podemos nos assentar, descansado, pois ali, estaremos perfeitamente à vontade, como amigos e filhos de Deus que somos.

Nesse lugar, tomamos posse dos direitos, dos bons tesouros, e das promessas que, por desconhecimento, desprezamos e não temos usufruído até aqui.

 

Após essa ligeira reflexão sobre nossa vida; após superarmos nossas deficiências pessoais e passarmos à posição correta de um verdadeiro filho de Deus, andando por “fé e não por vista”, certos de que “todas as coisas contribuem para o bem”, estaremos capacitados a percorrer o caminho, proclamando a Justiça de Deus.

Cada um examine-se, durante a semana, coloque-se diante de Deus, manifestando o desejo de sair da posição em que se encontra e entrar no santuário de Deus.

 

“Quando pensava em compreender isto,

fiquei sobremodo perturbado; até que entrei

no santuário de Deus...”. Salmos 73:16-17.

 

“E eu disse: Isto é enfermidade minha; e logo me

lembrei dos anos da destra do Altíssimo”. Salmos 77:10.

 

Lição 07 Índice Lição 09
Unidade do Corpo de Cristo Principal