Lição 10

 

I - ESTAR DE ACORDO COM A VONTADE DE DEUS

(Continuação)

 

Para participarmos do plano de Deus, devemos conceder permissão ao Espírito Santo para operar em nós, para conhecermos e executarmos a Sua vontade.

Desde que alcancemos a compreensão de que tal é a vontade de Deus, podemos orar e será realizado o que foi pedido. Aliás, não é uma petição. A Igreja declara, e a vontade de Deus é executada, pois o que foi ordenado é a vontade da Igreja em concordância com a vontade diretiva de Deus.

 

O início do nosso ministério com dependência química, na Comunidade S8, foi também o início do nosso aprendizado.

Muitas vezes, em situações difíceis, éramos impulsionados a recorrer, aflitivamente, ao Senhor (como num pedido de socorro), e, cada vez, podíamos assistir a ação imediata de Deus.

 

Deste modo, fomos motivados a prosseguir, a pesquisar, a buscar com outros grupos de irmãos mais experimentados e, até hoje, continuamos a ser exercitados no ministério de oração da Igreja.

 

Foi assim, quando P. F. de faca em punho ameaçava degolar um obreiro; ou D. com grave perturbação mental, resultante das drogas, de 15 em 15 minutos acordava o obreiro, com medo ou simplesmente por não querer ficar acordado sozinho; ou C. ameaçando colocar veneno na caixa d'água...

Hoje, podemos compreender que a testificação do Espírito, naquela época, objetivava o nosso aperfeiçoamento e um conhecimento mais amplo e maduro sobre a vontade de Deus.

 

Foram experiências que nos deixavam aflitos e, ao mesmo tempo maravilhados ao vermos o poder de Deus em ação, ao constatarmos, como uma simples palavra ou apenas uma declaração de fé, muitas vezes, feita sem muita firmeza, eram suficientemente fortes para permitir a ação de Deus.

Poderíamos ter estacionado ali com a nossa alegria espiritual infantil, sem prosseguir na “renovação do nosso entendimento”. Sabemos, que muitos não continuam na caminhada, por se satisfazerem com os primeiros sinais de Deus. Permanecem crianças por toda a sua vida! Falamos de indivíduos, mas referimos-nos também a grupos e a Igrejas!

Neste ponto da nossa caminhada em conjunto, tomamos conhecimento, através de literatura, como também de experiências de outros irmãos, que tínhamos, apenas, alcançado o começo de um longo caminho e, se quiséssemos, poderíamos ir em frente e alcançar “um caminho mais excelente”. Sentíamos como se estivéssemos à entrada de uma mina de ouro. Sabíamos que era tarefa árdua, cavar para encontrar aqui e ali, as riquezas ocultas.

 

“Oh! Profundidade das riquezas, tanto da sabedoria como da ciência de Deus!

Quão insondáveis são os seus juízos, e

quão inescrutáveis os seus caminhos”. Romanos 11:33.

 

Sempre há alguma coisa nova a descobrir em assuntos espirituais. Nossa mente é finita, nosso espírito com o Espírito de Deus é infinito, espaço onde não há limites. Quando atingimos as “regiões celestiais”, vamos tomando posse das riquezas de Deus, herança que é nossa por direito adquirido por Jesus, na Cruz.

Na medida em que nos lançamos, sem medo, nesse espaço aberto apenas para os filhos de Deus, descobrimos caminhos não imaginados, conquistamos novas fronteiras espirituais, adquirimos uma visão nova sobre nossa vida prática e verificamos que chegamos mais perto de Deus, numa relação de amizade e comunhão de amor.

 

Começamos também a compreender o significado de ser “servo inútil”, quando Jesus disse:

“Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado,

dizei: somos servos inúteis, porque fizemos somente

o que devíamos fazer”. Lucas 17:10.

 

Enquanto utilizamos nossas forças, bloqueamos a ação de Deus. Ao término dos recursos humanos, é que Deus pode começar a agir. Servo inútil significa entender que só o Senhor é Deus.

Lições básicas para os que desejam um ministério com a manifestação da glória de Deus, com estabelecimento da sua vontade.

 

Começamos a entrar em um campo totalmente novo. Nos desafios que se sucederam, com os quais éramos confrontados, as orações feitas com autoridade brotavam forçadas pelas circunstâncias.

Na época, não sabíamos que estávamos no exercício de um ministério concedido à Igreja pelo Senhor Jesus. Mais tarde receberíamos livros onde eram narradas experiências de irmãos que já haviam alcançado a compreensão do poder de uma oração de autoridade. Logo, começamos a estudar em conjunto, os livros Oremos e Ministério de Oração da Igreja, de Watchman Nee. Descobrimos ali, que a Bíblia não só apresenta exemplos, mas também estimula a prática de orações de autoridade.

Jesus utilizou uma oração de autoridade para falar aos ventos, ao mar e à tempestade. O evangelho de Marcos registra o seguinte:

 

“... e Jesus disse ao mar: Cala-te, aquieta-te.

E o vento se aquietou e houve grande

bonança”. Marcos 4:39.

 

Jesus sempre utilizou, no exercício do Seu ministério, palavras diretivas e com autoridade:

·       “Levanta-te e anda” falou ao paralítico;

·       “Sê limpo” disse ao leproso;

·       “Abre-te” falou aos ouvidos do surdo.

 

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