Lição 11
II - ORDENAR DE CIMA PARA BAIXO
Esta
é a segunda condição básica para o funcionamento de uma oração de autoridade, e
vem após o conhecimento da vontade de Deus. É mais um passo que a Igreja
alcançará no entendimento espiritual sobre esse assunto.
·
Significa que a Igreja alcançou a compreensão sobre
qual é a vontade de Deus;
·
Significa que o povo de Deus está capacitado a
declarar, com entendimento, a Sua vontade.
·
Significa que a Igreja alcançou a consciência de que
todas as coisas lhes estão sujeitas;
·
Significa que a Igreja tomou posse da autoridade que
Deus lhe concedeu.
Súplicas,
petições, louvores, intercessões, são orações feitas de baixo para cima, isto
é, o homem leva até Deus os seus clamores.
A
oração de autoridade exige uma posição acima da terra, “nos lugares
celestiais”, “assentados juntamente com Cristo”.
A
obra da Cruz inclui:
·
Corte da raiz do pecado, pela morte de Cristo na Cruz;
·
Purificação pelo sangue derramado;
·
Uma natureza celestial pela ressurreição;
·
Acesso a uma posição acima das hostes espirituais da
maldade, pela ascensão do Senhor.
Somente
nessa condição é que haverá autoridade na oração; porque não é mais um clamor
ou uma petição, mas uma ordem dada de cima para baixo, de acordo com a vontade
de Deus.
Desta
posição, a Igreja estabelece na terra o que já está determinado no céu. É o
programa de Deus sendo executado.
Na
carta aos Efésios encontramos a chave capaz de abrir as portas de acesso a essa
posição.
Está
escrito que:
“Estando nós
ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou, juntamente com Cristo,
e nos
ressuscitou juntamente com Ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais,
em Cristo
Jesus. Efésios
2:5-6.
Ao
tomarmos posse dessa verdade, somos elevados às dimensões celestiais, e aí
podemos alcançar a compreensão sobre a grandeza dos atributos de Deus e
conhecer como Ele é; passamos, então, a compreender os seus propósitos para
nossa vida e vamos entendendo que Deus quer o melhor para nós.
“Lugares
celestiais” não aparece neste texto para dar ênfase ou
apenas como figura de linguagem, mas para expressar uma realidade prática: a
elevação da Igreja a uma posição superior, sendo este, um entre os muitos
benefícios da obra da Cruz.
Para
exercer sua missão com eficiência, a Igreja precisa estar, literalmente, assentada nos lugares celestiais.
Fora
dessa posição, a Igreja deixa de ser o organismo vivo
permanecendo, apenas como organização sem a vida de Cristo.
Além
disso, fora dos lugares celestiais, a Igreja deixa de receber os privilégios a
que tem direito, e deixa de usar a autoridade que lhe foi delegada por Jesus ao
entregar as “chaves do Reino dos Céus” -
Mateus 16:19. As
promessas ficarão retidas por leis espirituais.
Leis
não podem ser anuladas, só porque alguém não compreendeu seus princípios. Tudo
o que está implícito na lei é outorgado desde que sejam respeitadas as
exigências dela.
Exemplo:
A lei da gravidade não deixa de existir se alguém pretende quebrá-la jogando-se
de um lugar alto. Ela existe e continuará a existir enquanto a terra for terra.
Assentar
em lugares celestiais é o sinal de que a Igreja alcançou:
·
Posição de descanso na certeza de que Deus age;
·
Convicção inabalável na ação poderosa de Deus;
·
Dependência total de Deus por aceitar a sua vontade;
·
Perfeita harmonia e comunhão com Deus;
·
O domínio sobre todas as coisas criadas por Deus.
Acima
está o trono de Deus, abaixo está o Universo criado, o mundo visível, o trono
de Satanás. É tremendo e incalculável o poder da Igreja que alcança a posição
correta e se assenta nos lugares celestiais! Lamentamos nossa demora em
compreender e tomar posse desse direito adquirido na cruz pelo Senhor Jesus!
Citamos mais uma vez a passagem bíblica referente à travessia do Mar Vermelho
quando Deus disse a Moisés:
“Diga ao povo
que marche! E tu, levanta a tua vara
e estende a
tua mão sobre o mar!”. Êxodo 14:15.
Naquele
momento específico, Deus determinou que Moisés, assumisse a condição de agente
de Deus na terra.
Não
era momento de clamar, mas de ordenar.
Esta
palavra significa que Deus trazia à lembrança de Moisés que ele estava de posse
de uma autoridade, mas não estava fazendo uso dela. Porque razão? Medo?
Incredulidade? Timidez? Desconfiança? Ignorância? Não há justificativas. Somos
indesculpáveis quando desconhecemos as promessas, o poder, as heranças, o dever,
o trabalho, as responsabilidades, as alianças e tudo o que Deus tem para nós.
Muitos
consideram que as promessas de Deus não são para hoje, e que “tiveram seu
cumprimento, há 2.000 anos com os apóstolos”.
O
conhecimento da provisão de Deus para a Igreja e a tomada de posse de suas
promessas como para hoje; aceitar a herança que o Pai coloca ao dispor de seus
filhos; fortalecerá a Igreja, capacitando-a a funcionar, em toda a sua
plenitude e poder.
Só
então a Igreja poderá realizar, na terra, a vontade de Deus.
A
falta de fé nas Escrituras e a incredulidade no cumprimento das promessas; a
desconfiança sobre a proteção e direção de Deus; as dúvidas em relação ao
conteúdo da Bíblia; a não aceitação dos milagres e do sobrenatural; a posição
lado a lado com as ideologias materialistas dominantes; são
impedimentos ao crescimento da Igreja, tornando-a morna e apóstata como a
Igreja de Laodicéia.
Uma
Igreja vitoriosa é aquela que, rompeu definitivamente com o mundo declarando-se
Serva do Senhor, cooperando com Deus na expansão do Seu Reino.
A
Igreja vencedora está convicta da direção e da proteção de Deus.
Uma
Igreja é forte na medida em que possui filhos fortes. E, ser forte, no conceito
de Deus, é ter consciência de fraqueza e ao mesmo tempo ser inteiramente dependente
da direção do Espírito Santo aguardando, sem pressa, o tempo
em que Deus
age, para que
seja manifesta a Sua glória diante dos homens.
Ser
forte é buscar e trabalhar pelos objetivos do Reino de Deus.
Forte
é aquele que aprendeu a ter e a utilizar os bens materiais, sem estar apegado a
eles; e a armazenar bens espirituais para aumentar seu tesouro no céu.
·
Abraão foi forte ao obedecer “sem saber para onde ia”
e ao dizer a Isaque, quando era uma criança, e lhe perguntava pela vítima do
sacrifício: “Deus proverá”.
·
Fortes foram os apóstolos ao responderem às
autoridades: “Importa, antes, obedecer a Deus, que aos homens”.
·
Forte foi Gamaliel ao
enfrentar o Sinédrio para defender, com sabedoria, os
apóstolos.
·
Forte foi Paulo quando:
·
Repreendeu a Pedro;
·
Repreendeu a Igreja de Corinto;
·
Fez a apologia do seu ministério.
·
Forte foi Pedro:
·
Ao chorar após negar a Jesus;
·
Ao falar com ousadia às multidões;
·
Ao declarar a cura de Enéas e a ressurreição de Tabita.
·
Forte foram os mártires das catacumbas Romanas.
·
Fortes somos nós ao sermos capazes de reconhecer que
nada possuímos e que, a “nossa capacidade vem de Deus”.
Permanecendo
fiel e obediente à Palavra, a Igreja pode começar a orar e assistir a ação de
Deus na terra de acordo com o que foi declarado.
Deus espera que isso aconteça
hoje; como na Igreja primitiva quando o Espírito testemunhava com eles, quando
eles eram amigos íntimos de Deus.
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