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Lição 05

 

AS PESSOAS DA TRINDADE

 

DEUS - FILHO

A PESSOA DE CRISTO

 

Seu nome próprio define sua missão:

·       Jesus: Salvador, Ajudador. Mateus 1:21.

·       Cristo: o Ungido. João 4:25.

 

I - Nomes e Títulos:

·       Messias: Ungido. João 1:41 e João 4:25.

·       Filho do homem: Nascido da mulher, participante da natureza humana. Mateus 20:28, Lucas 21:27, Filipenses 2:7-8.

·       Filho de Deus: Nascido de Deus, Jesus é, ao mesmo tempo, o Filho de Deus e o Filho do homem.

·       N’Ele houve a integração da natureza divina e humana. Mateus 14:33, Mateus 16:16, João 1:34.

·       Senhor: É um dos títulos mais comuns atribuídos a Jesus. Indica Sua soberania. Lucas 19:8, Mateus 8:6-8, Filipenses 2:11, II Coríntios 13:13.

·       O Verbo: Declara Sua divindade. A Palavra de Deus cumprindo-se na pessoa de Jesus homem. João 1:1.

·       Mestre: Porque ensinou aos homens o caminho da Verdade e da Vida. Mateus 23:8, João 3:2, João 11:28.

·       Nazareno: Natural da cidade de Nazaré. Mateus 3:23, João 19:19.

·       Filho de Davi: Descendente da tribo de Judá. Mateus 20:30.

 

II - Sua Natureza - Divino-humana:

·       Sua humanidade e divindade estão unidas numa só pessoa. A verdade sobre a natureza divina de Cristo é clara nas Escrituras. Ainda que alguns a neguem, a Palavra é fiel. Isaías 7:14, Lucas 1:35, João 1:14.

·       Jesus não foi feito Deus por ocasião do Seu nascimento, ou ressurreição. Ele é Deus de eternidade a eternidade. Colossenses 1:16-20.

·       Jesus se fez homem para cumprir o Plano de Deus.

“... e o Verbo se fez carne e habitou entre nós...”. João 1:14a.

      Jesus continuou sendo Deus, durante o seu tempo de vida terrena.

      Não perdeu seus atributos divinos, apenas despojou-se deles enquanto homem. João 8:58 e Filipenses 2:6-7.

·       As duas naturezas são semelhantes. O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus e tem com Ele afinidades.

·       A natureza humana possui qualidades espirituais, morais e racionais que permitiram a Deus se fazer homem.

·       Não poderia haver essa união com um ser irracional.

·       A Escritura o chama de verdadeiro Deus. I João 5:20.

·       Jesus Cristo foi chamado filho de Davi por ser da descendência dele. Nasceu de Maria, da tribo real de Judá.

·       As referências ao Messias, dão-no como descendente de Davi. Mateus 21:9, Lucas 1:3-5, Romanos 9:5, Isaías 11:1.

·       A árvore genealógica de Jesus está registrada no evangelho de Mateus 1:1-17 e em Lucas 3:23-38.

·       Tanto Maria como José pertencem a linhagem de Davi.

·       Mateus apresenta a ascendência de Maria.

“Jacó gerou a José marido de Maria, da qual nasceu

Jesus, que se chama Cristo”. Mateus 1:16.

·       Lucas mostra a família de José.

“E o mesmo Jesus começava a ser de quase trinta anos,

sendo (como se cuidava) filho de José...”. Lucas 3:23.

 

III- Sua autoridade:

·       Cristo requeria uma lealdade que somente Deus, por direito, podia reivindicar, uma absoluta rendição da parte dos seus discípulos. Eles deveriam estar prontos em qualquer tempo, para toda obra e para tudo o que lhes fosse ordenado.

·       Negar a si mesmo. Marcos 8:34-38;

·       Deixar tudo para seguí-lo. Mateus 5:20 e 22;

·       Amá-lo acima de tudo. Mateus 10:37.

   Ele tinha autoridade de Deus, falava e agia com essa autoridade. Jamais falou: “penso que”, “pode ser”, “podemos supor”. Mateus 7:29, João 7:46, Mateus 21:23.

   Autoridade para perdoar pecados. Mateus 9:5-6.

   Autoridade sobre os demônios. Mateus 9:32-33, Marcos 5:1-13, Lucas 10:17-18.

   Autoridade para curar enfermidades. Mateus 9:18-34, Marcos 10:46-52.

   Autoridade para ressuscitar mortos. Lucas 7:11-17, Lucas 8:49-56, João 11:1-45.

   Falou de Si próprio como:

·       A luz do mundo. João 8:12;

·       O pão que desceu do céu. João 6:35;

·       O caminho, a verdade e a vida. João 14:6.

   Possuía consciência de Sua divindade:

·       Dizia: “Eu e o Pai somos um”. João 10:30;

·       Sabia de Sua glória junto ao Pai. João 17:5;

·       Sabia de sua existência, antes de qualquer ser humano.

“Antes de Abraão, eu sou...”. João 8:58. Ler Mateus 22:41-46.

 

   Tinha consciência da fraqueza humana:

·       Dependia totalmente de Deus Pai. João 5:19 e 30;

·       Sofreu e morreu como homem. Mateus 20:18-19 e Lucas 22:44.

   Fisicamente agiu e viveu como homem:

·       Nasceu e cresceu: Lucas 2:7 e 52;

·       Teve sede: João 19:28; fome: Mateus 4:2 e 21:18;

·       Sono: Marcos 4:38;

·       Participou da carne e do sangue: Hebreus 2:14;

·       Possuía uma alma humana:

Intelecto – Mateus 13:54, Lucas 2:47;

Emoção – João 11:33 e 35, Mateus 26:38;

Vontade – Lucas 22:42.

 

IV - Impecabilidade de Jesus:

 

      Jesus nasceu sem a raiz do pecado, herança de Adão.

Não foi concebido de forma natural, mas pelo Espírito. Mateus 1:20.

Jesus disse aos que questionavam a sua origem divina:

 

“Quem dentre vós me convence de pecado!”.  João 8:46.

 

      Por sua natureza santa, não praticou atos pecaminosos, nem foi atraído pelo pecado, como todo ser humano.

      Foi tentado em relação a ter uma atitude independente do Pai. Poderia ter cedido, mas preferiu cumprir a missão que lhe fora destinada. Sua alma era inteiramente sujeita ao Espírito. Viveu sempre na dependência total de Deus. Mateus 4:1-11, Hebreus 4:15.

      Os discípulos, na convivência com Jesus, percebiam sua absoluta perfeição moral. Lucas 5:8 e I Pedro 2:22.

Para que a obra de Redenção do homem fosse legítima, Cristo não poderia pecar, como Adão. Hebreus 7:26-28 e II Coríntios 5:21.

 

A OBRA DE CRISTO

 

O valor da morte de Cristo, na Cruz do Calvário, está no cumprimento da obra proposta por Deus, em relação ao seu Plano de Restauração. Para que fosse efetivada a Redenção de todas as coisas, era fundamental uma estrutura inabalável, sobre a Encarnação, a Expiação e a Ressurreição de Jesus.

 

I - Encarnação: João 1:1-14 e Efésios 3:9-10.

      A obra da encarnação é um mistério de Deus.

      É a união da natureza divina, imutável, infinita, eterna... Com a natureza humana, finita, mutável e limitada.

Isso só foi possível pela semelhança das duas naturezas, conforme Deus criou o homem. Gênesis 1:26.

      A encarnação só foi possível porque foi realizada pelo próprio Deus. Só o Criador poderia fazer-se homem.

Do homem para o homem isso é tarefa impossível, porque todos pecaram em Adão. Filipenses 2:6-8, Romanos 3:12-23.

      A paternidade de Jesus é um assunto espiritual e só pode ser compreendido espiritualmente.

      A semente que O gerou, no ventre de Maria, não é de Adão, nem de Davi, mas do Espírito de Deus. Para os homens isso é um mistério, para Deus tudo é possível; um milagre torna-se natural. I Timóteo 3:16, João 8:56-59, Mateus 13:54-56.

      Cristo só é o Filho de Deus, na terra durante o tempo em que viveu aqui. I João 5:7, João 1:1-3.

      A Encarnação se deu no tempo e não na eternidade:

 

“Tu és meu Filho, Hoje te gerei”. Salmo 2:7 e Hebreus 1:5.

 

      No céu Ele não é Filho porque, na eternidade, a Trindade é co-eterna. Quem não tem princípio não foi gerado, é incriado. Nenhuma das 3 pessoas gerou a outra.

      A encarnação não violou nenhuma das leis da natureza.

A Bíblia descreve com detalhes que o Espírito Santo desceu sobre Maria e a virtude do Altíssimo a cobriu. Lucas 1:32-35 e Gálatas 4:4.

      Nossa fé é que nos dá a certeza de que tudo aconteceu como está escrito. A Onipotência de Deus está presente nos milagres e em tudo o que ainda não nos foi revelado. Os que não crêem, distorcem as Escrituras afirmando mentiras absurdas sem nenhum argumento que encontre apoio.

Exemplos: Jesus era pecador (negam sua natureza divina); ou Jesus não sofreu dores (negação da sua humanidade); divinização de sua mãe terrena, colocando-a como medianeira no lugar de Cristo e muitas outras heresias.

 

II - Expiação:

 

·       Expiação é a eliminação da culpa através do cumprimento da pena merecida (justiça).

·       Pela lei de Deus, o homem que pecar é digno de morte. Romanos 6:23, Ezequiel 18:4 e 20.

·       Como o homem não poderia pagar o preço do seu próprio resgate, Cristo tomou o lugar do homem, como homem. Foi esta a condição estabelecida pelo próprio Deus.

 

“... a redenção de sua alma é caríssima,

e seus recursos se esgotariam antes...”. Salmo 49:6-8.

 

·       A reconciliação com Deus, seria impossível sem ser pago esse preço de sangue. Romanos 3:24-25, Marcos 8:36-37, I Pedro 3:18.

·       Qual a necessidade de expiação?

·       Satisfazer a Santidade de Deus.

·       Deus, Santo e Justo, não pode “desculpar” o pecado.

·       Com Seu sacrifício, Cristo satisfez a Justiça de Deus, pagando o resgate devido.

·       A culpa foi tirada e o homem reconciliado com Deus.

·       Cristo cumpriu toda a exigência da Lei. Ler Habacuque 1:13a; Mateus 5:17; Romanos 8:1-4; Romanos 10:4;  II Coríntios 5:19-21; Efésios 4:10; Hebreus 9:11-14 e 26-28; Hebreus 10:10e14; Hebreus 12:24.

 

III - Ressurreição:

·       É o grande milagre do Cristianismo! I Coríntios 15:16-20.

·       É o ponto principal da obra de Cristo na Terra.

·       A Ressurreição é a prova final da sua divindade e a consumação do trabalho que Jesus tinha a realizar na terra.

·       A Ressurreição significou: Jesus é tudo que afirmou ser: o Filho de Deus, o Salvador e o Senhor... Romanos 1:3-4.

·       O poder da Ressurreição é comprovado através dos tempos pela preservação da Igreja de Cristo e pela transformação das pessoas que entregam suas vidas a Ele. Efésios 2:4-7.

·       A Ressurreição de Cristo fala de:

·       Uma nova raça. I Coríntios 15:45-49;

·       Uma nova natureza. Romanos 6:4-5;

·       A nossa ressurreição. I Tessalonicenses 4:14; II Coríntios 4:14;

·       A veracidade da Palavra. João 6:63;

·       A solução para o homem (mudança). II Coríntios 5:17;

·       Fala de Cristo como nosso sacerdote que nos conhece inteiramente e nos dá poder para viver a Sua vida. Romanos 8:34, Hebreus 7:25.

·       A Cruz mostra a ofensa que os homens fizeram à Deus.

A Ressurreição é a resposta de Deus ao mundo.

 

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