Lição 04
UNIDADE NO PLANO DA
ALMA
Na alma, a unidade se
processa em três níveis:
·
Emoção: “mesmo
sentimento";
·
Vontade: "mesmos ânimo";
·
Mente: “mesmo
parecer”.
A
figura representativa da unidade no plano da alma é a da noiva. O
relacionamento de noivos pressupõe amor, confiança e fidelidade de um para com
o outro.
A
finalidade do namoro e noivado, antes do casamento, é para que haja um
conhecimento mais profundo, entre o casal.
Na Igreja, a unidade
se manifesta, com as características de família. A relação do
primeiro casal, Adão e Eva, representa a unidade ideal, pois eram um com
Deus, antes da queda.
Havia perfeita
identificação, comunhão, pois não havia razões de concorrência; era um o
pensamento de ambos, pensavam os pensamentos de Deus.
Numa família, deveria
existir cooperação entre seus membros, como numa colméia, num formigueiro e num
cupinzeiro, modelos da sociedade perfeita, onde cada um ocupa sua posição
correta, realizando o trabalho que lhe compete, sem interferência no trabalho
do outro.
Emoções
“Para
que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor... sentindo uma
mesma coisa... de sorte que haja
em vós o mesmo sentimento
que houve também
em Cristo Jesus
”.
Filipenses 2:2-5.
Ler também
Colossenses 2:2 e Colossenses 3:14.
·
Cada um deve
estar disposto a renunciar ao individualismo em favor da unidade (Negar a si
mesmo).
·
A assumir seu
potencial e suas limitações, com equilíbrio.
·
A suportar as fraquezas uns dos outros.
“O
amor tudo espera, tudo suporta”. I Coríntios 13:7b.
·
A descobrir o
valor e a alegrar-se com o sucesso do outro.
“Cada um considere os outros
superiores a si mesmo”. Filipenses 2:3b.
·
A respeitar as
diferenças e os limites do outro.
·
A assumir sua
posição no Corpo, satisfazendo-se com o seu próprio ministério sem ultrapassar
seus limites, mas também sem deixar de fazer o que deve ser feito, para que
ninguém seja sobrecarregado nem deixado de lado.
·
A exercitar o
cultivo da amizade através de um convívio solidário, sadio. O aperfeiçoamento
da comunhão entre os irmãos, virá pela advertência, consolo, exortação mútua,
para a edificação da Igreja.
·
Procurar o
equilíbrio, desenvolver o discernimento para reconhecer e separar o que é da
alma e o que é do espírito. Ler Hebreus 4:12-13.
A
Identidade e a Individualidade da Igreja:
Deus nos fez indivíduos
diferentes uns dos outros, cada um de nós possui uma impressão digital única, e
a carteira de identidade traz o nome dos nossos pais.
Nossa identidade é a
nossa garantia que temos como cidadãos.
A identidade da Igreja
é alcançada quando todos estão convictos da certeza de que Deus separou a
Igreja para manifestar a Sua Glória ao mundo.
·
A individualidade
da Igreja diz respeito a atitudes internas, pessoais. É a operação do Espírito
em cada um.
É o alicerce da construção, oculto aos olhos dos outros.
·
A identidade da
Igreja diz respeito à maturidade alcançada pelo crescimento espiritual de cada
um.
É a parede do
edifício, visível ao mundo.
A individualidade da Igreja
diz respeito ao equilíbrio em todos os aspectos, tanto pessoal quanto coletivo,
como também, na palavra profética, no valor que é dado às Escrituras, no uso
dos dons, no exercício dos ministérios, na submissão à vontade de Deus, no
respeito ao sagrado (separação do santo e do profano), no desenvolvimento da fé
e no temor do Senhor.
A individualidade é o
fundamento da unidade, e vai sendo construída, lenta e progressivamente, na
medida em que os corações estejam abertos à ação do Espírito em suas vidas.
Todos alcançarão a concordância a respeito de doutrinas, programações e
participação conjunta nas atividades da Igreja, quando o objetivo for a Glória
de Deus e a expansão do Reino.
“Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho
de Deus,
a varão perfeito, à medida da estatura completa de
Cristo”. Efésios 4:13.
A verdadeira unidade só é
alcançada quando estiver fundada no primeiro grande mandamento.
“E
Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda
a tua alma e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande
mandamento”. Mateus 22:37-38.
Vivemos hoje os tempos
trabalhosos preditos nas Escrituras: desintegração da família, frieza
emocional, mentalidade materialista, mundanismo, distorção da Palavra.
Todos
estes males vão enfraquecendo a Igreja, de tal modo, que o desenvolvimento da
unidade fica bloqueado.
“Mas
o Espírito expressamente diz que nos
últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a
espíritos enganadores e a doutrinas de demônios”. I Timóteo
4:1.
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