Lição 05
UNIDADE NO PLANO DA
ALMA
(Continuação)
Vontade
A
vontade determina a ação e requer ânimo para ser executada. A Bíblia diz que:
“Deus é o que opera em nós,
tanto o querer como o efetuar...”. Filipenses 2:13.
Verdades absolutas em
relação à vontade:
·
A vontade do homem é, por natureza, oposta a Deus.
·
“Enganoso
é o coração do homem, mais
do que todas as coisas, e perverso...”. Jeremias 17:10.
“a vontade de Deus é perfeita boa e agradável”. Romanos 12:2b
Se estivermos
convictos de que Deus quer o melhor para nós, e desejarmos conhecer a Sua
vontade, precisamos harmonizar a nossa vontade, com a
vontade de Deus.
Para que isso aconteça
deve haver:
·
Quebrantamento e
submissão:
“seja feita a Tua vontade”. Mateus 6:10.
·
Despojamento da
nossa vontade:
“Pai, se queres, passa de mim
este cálice, todavia
não se faça a minha vontade, mas a tua”. Lucas 22:42.
·
O mesmo objetivo
de Jesus:
“a minha comida é fazer a vontade
daquele que me enviou”. João 4:34.
·
O aprendizado da
obediência:
“embora sendo filho, aprendeu
a obediência”. Hebreus 5:8.
Uma pessoa
voluntariosa pode disciplinar sua própria vontade, e alcançar o equilíbrio.
Os de vontade fraca,
os desanimados, os passivos, serão revestidos de um novo ânimo e coragem.
Todos
estamos capacitados a tomar posse
do fruto do Espírito, porque Ele habita em nós.
“porque não vos dei espírito de temor, mas de ousadia,
amor e moderação”. I Timóteo 1:7.
·
O mal faz parte
da natureza do homem, porque é o fruto de uma raiz herdada da desobediência,
que levou o homem a se afastar de Deus. Ainda que possua a raiz do mal, o homem
pode receber o bem ao compreender que Jesus Cristo veio trazer ao mundo, o
conhecimento de que somente o Criador é capaz de cortar a raiz maligna e
implantar, no coração do homem, a Verdade, o Bem Absoluto, o próprio Deus.
Somos indesculpáveis
se nos acomodamos ao que herdamos do homem natural dizendo “eu sou assim” ou
“Deus me fez assim”, “vou caminhando com a multidão”.
“Pode acaso, o etíope mudar
a sua pele ou o leopardo as suas
manchas? Nesse caso, também vós podereis fazer o bem,
sendo ensinados a fazer o mal”. Jeremias 13:23.
·
A conquista do
bem exige determinação para mudar. É o que a Bíblia chama de “luta da carne
contra o espírito”.
Dar ordens à alma:
“castiguei minha alma”. Salmos 69:10.
“Bendize ó minh'alma ao Senhor”. Salmos 103:1.
Ler o Salmos 131.
·
Com o aprendizado
da obediência, a imperfeição da alma, vai sendo corrigida pelo revestimento do
caráter do Homem Celestial, Jesus Cristo.
O homem natural morre na Cruz e o Novo renasce com Cristo, isto é o que
se chama Novo Nascimento. Ler I Coríntios 15:45-49.
Um mau pensamento (vingança, traição, roubo, suicídio, mentira) pode
transformar-se em obsessão até que a vontade maligna seja realizada.
“... cada um é tentado quando atraído e engodado
por sua própria concupiscência. Depois havendo a
concupiscência concebida, dá a luz o pecado; e o pecado,
sendo consumado, gera a morte”. Tiago 1:14-15.
Ler também Isaías
59:4 e Jó 15:35.
• A disciplina da nossa
vontade, é uma questão de escolha entre o que edifica e o que prejudica.
Nossa alma é inquieta e insatisfeita e os bens materiais não podem
completar seus anseios.
Encontrar satisfação é uma questão de “estar em Cristo”, e alcançar a
paz que Ele já nos deu por sua morte. De outro modo, nossa alma continuará
enferma e seremos dominados pela nossa própria vontade, sempre em busca de paz.
• Na medida em que cada um
vai recebendo as curas, a Igreja alcança maturidade, pela comunhão entre os
irmãos; liberdade para a exortação mútua; unidade pelo amor de Deus derramado
nos corações; e a autoridade na Palavra e na disciplina com vistas ao
aperfeiçoamento da Igreja.
Então, o mundo conhecerá a glória de Deus, o Plano de Salvação da terra
e do homem, através de Cristo Jesus.
Exemplo: Se um membro do grupo, agir, ensinar, ou defender um ponto de
vista pessoal, independente do ministério, e fora da Palavra, deverá ser
advertido e exortado.
Este é um dever da Igreja. Mateus 18:16-18 e II Coríntios 13:1.
·
Toda repreensão deve ter o objetivo de ajudar o outro
a ver seu próprio erro. O servo do Senhor poderá ter impulsos e ações fortes ao
exortar, porém, estando submisso à direção do Espírito, o fará sem aspereza,
sem acusação, mas com todo amor e autoridade.
“Saiba
que aquele que fizer converter do erro do seu caminho,
um pecador, salvará da morte uma alma e cobrirá
uma multidão de pecados”. Tiago 5:20.
·
A liderança
plural, sistema de governo eclesiástico, quando aplicado na Igreja, propiciará
o reconhecimento dos dons de cada líder, havendo então a possibilidade de cada
um, tomar posse do seu lugar no Corpo, sendo os ministérios distribuídos, com
sabedoria e equilíbrio, entre todos.
Há, também, o
reconhecimento de uma hierarquia espiritual, sem a qual não poderá haver ordem.
·
Quando percebemos
que somos um indivíduo entre a multidão, reconhecemos nossa condição de
criaturas, “alma vivente”, descendentes do primeiro homem.
Ao
mesmo tempo, aquele que crê, passa a ter um valor especial para Deus, porque,
de criatura Ele nos fez filhos, “espírito vivificante”, descendentes e irmãos
de Jesus, nosso Senhor. Ler I Coríntios 15:45 e I Pedro 3:18.
Assim
a Igreja, como Corpo de Cristo, estará firmada na Palavra e cumprindo sua
missão.
·
A Igreja
alcançará Unidade espontânea, quando:
·
Compartilhar
opiniões, dividir idéias, souber ouvir, sem imposição autoritária de ninguém;
·
Interagir sobre
pontos doutrinários;
·
Concordar sobre
as melhores atitudes e decisões;
·
Compreender que a
obra, o modo de agir, o tempo, a vontade e a glória,
originam-se em Deus e são para Deus. Nós somos, simplesmente, somos Seus
cooperadores.
“Nós somos cooperadores de Deus; vós sois
lavoura de Deus e edifício de Deus”. I Coríntios 3:9.
Nada nos pertence,
tudo vem de Deus, e em suas mãos devemos depositar tudo o que somos. Cristo é a
Cabeça, a Igreja é o Seu Corpo. O desejo e as intenções do nosso coração, de
conhecer o pensamento Divino, farão da Igreja uma organização segundo o coração
de Deus.
Somente assim, a
organização funcionará sob a direção do Espírito. O organismo está em primeiro
lugar, como acontecia na Igreja primitiva, quando o Espírito Santo testificava
com eles, com operação de milagres e maravilhas.
“E
era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e
ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua
própria,
mas todas as coisas lhes eram comuns”. Atos 4:32.
“E
nós somos testemunhas acerca destas palavras,
nós e também o
Espírito Santo”. Atos 5:32.
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