Lição 07
unidade
corporativa
Muito
antes dos estudiosos da personalidade humana e do relacionamento entre as
pessoas, comprovarem a existência de diferenças emocionais, racionais e
volitivas, entre os indivíduos, Deus, estabeleceu princípios, e determinou
limites para um bom relacionamento.
Unidade é a integração das
partes para a formação de um todo.
A ligação entre duas pessoas
carentes emocionais não é unidade, é co-dependência ou ligação doentia.
Existe sempre um interesse
egoísta embutido numa super proteção, numa ajuda financeira, num
aconselhamento, porque a união entre pessoas é feita na base da troca.
Antes de poder ajudar o
outro, cada um precisa reconhecer-se como alguém que necessita de ajuda. É o
reconhecimento de que somos criaturas e de que nossa vida depende do Criador.
“Todos
esperam de Ti que lhes dês o seu sustento em tempo oportuno. Dando-lho Tu, eles o recolhem;
escondes o Teu rosto e ficam perturbados: se lhes tiras a
respiração,
morrem, e voltam para o seu pó”. Salmos 104:27-29.
A unidade que Deus requer
tem sua origem no Espírito Santo.
A construção de um edifício
é o modelo bíblico para a unidade corporativa. Estar juntos; alegrar-se num
convívio, é importante se houver comunhão de afeto, uma experiência de amor
fraterno. Se esses elementos faltarem, o objetivo de uma reunião como essa,
será apenas, terreno, passageiro. Ler
Coríntios 13.
Se as reuniões sociais da
Igreja, começarem a ter como objetivo apenas o lazer em excesso, a unidade
corre perigo.
“Não vos façais pois idólatras, como alguns deles conforme está escrito: o povo
assentou-se a comer e a beber, e levantou-se para folgar”. I Coríntios 10:7.
Quando houver comunhão com
o Espírito Santo, no convívio, a unidade estará sendo estabelecida.
Na construção do Templo de
Salomão, cada pedra era lavrada na pedreira e colocada no lugar próprio, umas
sobre as outras.
“Edificava-se
a casa com pedras preparadas; como as traziam
se edificava, de maneira que nem martelo, nem machado,
nem nenhum outro instrumento de ferro se ouviu
na casa quando a edificavam”. I Reis 6:7.
No edifício espiritual, nós
somos como as pedras do Templo de Salomão. Esta construção vai sendo realizada
pelo Espírito Santo e dependerá da disposição de cada um para se deixar
lapidar, como uma pedra viva, na semelhança do caráter de Cristo. Só assim
seremos aperfeiçoados, integrados, conhecendo e operando a vontade de Deus.
“E,
chegando-vos para Ele, pedra viva, reprovada pelos homens,
mas para com Deus eleita e preciosa, vós também, como
pedras vivas, sois edificados casa espiritual
e sacerdócio santo...”. I Pedro 2:4-5.
A Igreja primitiva possuía
a certeza da presença de Deus, da testificação do
Espírito com eles e do Caminho a percorrer.
Os apóstolos conviveram com
Jesus, e receberam a Sua Vida.
A mensagem que transmitiam
era o resultado de sua vivência. Eles foram verdadeiros e fiéis na proclamação
do Evangelho.
O apóstolo João fala disso:
“O
que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos,
o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da
Palavra da vida.
Porque a vida foi
manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos
anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi
manifestada;
o que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos”. I João
1:1-3a.
O apóstolo Pedro também
sela suas palavras com o testemunho pessoal. Ler II Pedro 1:16-18.
A Igreja atual, pelo seu
tempo de caminhada na terra, por sua consciência da presença de Deus e pela
certeza do seu destino, é considerada uma Igreja madura.
Deus estabeleceu
princípios, deixou advertências para que a Igreja alimentasse e cuidasse do seu
próprio crescimento.
As 7 cartas do Apocalipse são
o espelho onde a Igreja pode ver sua própria imagem e evitar incorrer
nos mesmos erros do passado e se fortalecer, aperfeiçoando-se para estar
de acordo com o Plano de Deus, cumprindo sua missão principal que é agradar a
Deus, honrar e glorificar o nome de Cristo.
“Como
guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da
tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que
habitam na terra”. Apocalipse 3:10.
Conclusão
Os grupos sociais são
formados de pessoas que tem o mesmo propósito: Clubes, associações, federações
esportivas, culturais, empresariais, religiosas, científicas.
Muitas Igrejas hoje, podem
ser comparadas a uma organização secular, porque funcionam,
administrativamente, como qualquer uma delas.
Quando a visão espiritual é
desprezada pela Igreja, seus objetivos, certamente serão terrenos. A liderança
estará empenhada no crescimento da organização e no sucesso pessoal.
A Bíblia é considerada como
regra de fé e prática, porém, a maioria dos cristãos desconhece as leis, os
princípios, os mandamentos e os testemunhos da Palavra de Deus.
Qualquer pessoa deseja ver
o mundo em paz e anseia por igualdade entre os homens.
Movimentos como o
Ecumenismo, a Nova Era, e todas as religiões preconizam conviver com as concordâncias
e esquecendo as diferenças, porque “Deus é um só”.
O sincretismo religioso
prega que deve haver união entre os desiguais, isto é, a união de todos os
deuses, porque “todos os caminhos levam a Deus”.
Como é possível? Pode o
homem desafiar a Deus e sair vitorioso? Ler
Isaías 44:9-20 e Isaías 54:16-17.
O que faz a diferença entre
esses grupos seculares e a Igreja?
A unidade proposta por Deus é, a união de propósitos, de objetivos e a obediência
a um só Senhor. Unidade é a qualidade de ser unânime em sentimentos,
pensamentos e vontade.
A maior Evangelização do
mundo será feita sem palavras, quando a Igreja alcançar a compreensão do que é
a Verdadeira Unidade. Cristo em nós e nós em Cristo.
“Se
a Tua Igreja toda andar em Santa união, então será bendito o nome de Cristão.
Assim, o que pediste, em nós se cumprirá. E
todo o mundo inteiro, a Ti conhecerá”.
Também está escrito:
“Grande
é o Senhor, e digno de louvor, mais tremendo do que
todos os deuses. Porque os deuses dos povos são coisas vãs;
mas o Senhor
fez os cÉus”. Salmos 96:4-5.
“Celebrai
com júbilo ao Senhor, todos os moradores da terra.
Servi ao Senhor com
alegria, e apresentai-vos a ele com canto.
Sabei que o Senhor
é Deus: foi ele, e não nós, que nos fez povo
seu e ovelhas do seu pasto. Entrai pelas portas, dele com
louvor,
e em seus átrios com hinos; louvai-o, e bendizei o seu
nome.
Porque o Senhor é
bom, e eterna a sua misericórdia;
e a sua verdade estende-se de geração a geração”. Salmos
100.
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